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Previdência complementar aberta cresceu 71,7% no primeiro semestre do ano

Resultado se deveu, em especial, ao recorde das vendas dos VGBLs no mesmo período, seguidos dos planos tradicionais e PGBLs

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SÃO PAULO – As discussões acerca da Reforma da Previdência impulsionaram as vendas do mercado de previdência complementar aberta, já que o brasileiro, na desconfiança de que os benefícios da Previdência Social serão menores com a reforma, acabou optando por planos alternativos de poupança para garantir no futuro uma aposentadoria condizente com seu padrão de vida atual.

De acordo com o balanço do primeiro semestre do ano, divulgado pelo presidente da Associação Nacional das Empresas de Previdência Privada (Anapp), Osvaldo do Nascimento, no acumulado de janeiro a junho deste ano, o setor registrou um crescimento recorde de 71,7%. Em números absolutos, a elevação das vendas correspondeu à marca de R$ 6,3 bilhões. No primeiro semestre de 2002, as vendas haviam alcançado o montante de R$ 3,66 bilhões.

VGBLs em alta

As vendas do Vida Gerador de Benefício Livre, popularmente conhecido como VGBL, contribuíram para o excelente desempenho do setor nos seis primeiros meses do ano. O plano, que funciona como um seguro com características de previdência, foi o recordista de vendas no primeiro semestre do ano.

Segundo os dados do balanço, de janeiro a junho os VGLBs representaram R$ 2,249 bilhões em captações de recursos, seguidos dos planos tradicionais (R$ 2,067 bilhões) e do Plano Gerador de Benefícios Livre – PGBL (R$ 1,980 bilhão).

Nascimento explica que o sucesso dos VGBLs pode ser atribuído ao fato de que o produto é voltado para um público mais abrangente, visto que é recomendado para as pessoas que entregam a declaração de imposto de renda no modelo simplificado ou isento. Por se tratar de um seguro, as contribuições ao VGBL não podem ser abatidas do imposto de renda.

Otimismo para o segundo semestre

As previsões da Anapp para o setor são bastante otimistas, pois de acordo com seu presidente a segunda metade do ano costuma ser melhor para o setor em virtude de ser a época em que o trabalhador possui mais recursos financeiros, em especial, por conta do pagamento do décimo terceiro salário. Sendo assim, é justificável o primeiro semestre do ano corresponder a 30% do crescimento do mercado.

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Por último, a Associação prevê que os resultados apurados neste primeiro semestre do ano devem elevar a carteira de investimentos a atingir a marca de R$ 47 bilhões até o final do ano, número este que atualmente se encontra na faixa dos R$ 39,2 bilhões em investimentos.