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SÃO PAULO – Quem está guardando dinheiro para a aposentadoria em um plano de previdência também deve ficar de olho nos mercados. Com a queda da taxa básica de juro, a rentabilidade da renda fixa tem diminuído e, por isso, a dica do estrategista de Investimentos Pessoais e superintendente de Vendas da Asset Management do Banco Real, Aquiles Mosca, é alocar recursos em ações.
“Se sua aplicação tem como objetivo conquistar a independência financeira, vale a pena ter ações. Caso contrário, você vai acompanhar a taxa de juro, que está baixa, em 8,75% ao ano. Quem quiser dar uma turbinada tem de investir em ações”, ressaltou.
Mais tempo, menos risco
Com o passar do tempo, a dica é diminuir o risco e, portanto, o percentual investido em ações. O produto no mercado que segue esta proposta são os fundos ciclo de vida, que estão ganhando cada vez mais adeptos.
Estes fundos ajustam automaticamente os investimentos entre renda fixa e variável, de acordo com o tempo, sendo mais agressivos no começo (com alocação limitada a 49% em ações) e reduzindo a exposição à medida que se aproxima a data-alvo.
De acordo com o diretor de Produtos e Marketing da Brasilprev, José Eduardo Vaz Guimarães, os fundos de investimento em geral, sobretudo os com renda variável, sofreram perda de captação durante o terceiro trimestre do ano passado, ao passo que a indústria de previdência privada manteve captação líquida positiva em todos os meses. Neste período, notou-se a preferência por alocação de recursos em fundos de renda fixa nas vendas de planos.
“O ciclo de vida, entretanto, cresceu. No primeiro semestre de 2009, eles representaram 62% das vendas novas em fundos compostos da companhia e há variações nesse valor se observarmos cada segmento separadamente: no varejo, por exemplo, este valor foi de 78% no mesmo período”.
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Jovens são maioria
De acordo com a Brasilprev, os jovens são maioria entre os fundos ciclo de vida, sendo que 68% dos clientes possuem até 40 anos de idade.
Além disso, quanto mais longe da data-alvo, mais os clientes optam pela tabela regressiva. Mais de 60% dos investidores destes planos escolheram a forma de tributação, comprovando a consciência da visão de longo prazo.
“As pessoas estão percebendo, cada vez mais, os benefícios de investir no longo prazo, pois, além de propiciar maior expectativa de rendimentos, pode amenizar o risco da volatilidade dos preços das ações“, ressaltou Vaz Guimarães.