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SÃO PAULO – A afirmação não chega a surpreender os especialistas do setor, mas certamente chama atenção das pessoas menos familiarizadas com o setor, especialmente se considerarmos que nos últimos anos a economia brasileira não tem conseguido sequer crescer a uma taxa superior a 2% ao ano.
A expectativa do setor é de que o faturamento da previdência aberta salte dos atuais R$ 9,8 bilhões, contabilizados durante o ano passado para algo em torno de R$ 135,1 bilhões no final de 2012. No que se refere às reservas técnicas a expectativa é de um crescimento semelhante, de cerca de 30% ao ano. Com base nisto, o montante em reservas subiria dos atuais R$ 31,8 bilhões para algo como R$ 438,4 bilhões.
Em termos de participação no PIB (Produto Interno Bruto), se assumirmos um crescimento da economia de 5% ao ano, então isto significa que o faturamento do setor deveria subir dos atuais 0.82% do PIB para algo como 7% do PIB.
Dobro do mercado segurador em 2012
As projeções são da própria Anapp (Associação Nacional de Previdência Privada), e não inclui qualquer hipótese sobre uma possível mudança no atual sistema previdenciário brasileiro. Esta situação parece pouco provável, devido às discussões atualmente travadas pelo governo sobre a reforma da previdência social.
Contudo, um cenário de reforma deve apenas facilitar o alcance destas projeções, visto que forçaria muitos trabalhadores a procurarem cobertura adicional na previdência complementar. Caso o cenário projetado pela Anapp se confirme, o setor de previdência privada aberta em 2012 deve ser equivalente ao dobro do mercado de seguros, cujo faturamento previsto para 2012 é de R$ 71,6 bilhões, pois embute um crescimento de 10% ao ano.
Reservas devem responder por 40% do PIB
Neste ritmo, a Abrapp projeta que as reservas matemáticas das entidades de previdência privada alcancem o equivalente a 40% do PIB. Esta tendência seria, segundo os especialistas do setor, inevitável.
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Isto porque com a inversão da pirâmide demográfica, que força uma limitação maior dos benefícios da previdência oficial, a única saída para os trabalhadores é procurar proteção adicional através da contratação de produtos de previdência complementar. Nos países onde a previdência complementar é mais desenvolvida as reservas do setor correspondem à cerca de 50% do PIB.