Prevendo um dezembro de alta para o Ibovespa, XP recomenda comprar BOVA11

Corretora ressalta que a bolsa brasileira está "mais barata" em relação aos seus pares externos e traça estratégias de investimento

Publicidade

SÃO PAULO – Estudo elaborado pela equipe de research da XP Investimentos, chefiada por Rossano Oltramari, revela que nos últimos dez anos, em nove deles os meses de dezembro foram de alta para o Ibovespa – a exceção fica com 2005 (quando o índice cedeu -0,59%). Apostando na continuidade desta tendência, a corretora recomenda a compra de BOVA11.

Para quem não conhece, o BOVA11 é um ETF (Exchange Traded Fund) que representa a composição da carteira do Ibovespa. Os ETFs são conhecidos também como fundos de índice, cujas cotas são negociáveis em bolsa de valores. Eles representam uma fração ideal da carteira da qual farão parte – ou seja, representam todas as ações que compõem a carteira teórica do índice usado como referência, além de outros ativos, em menor proporção, segundo a BM&F Bovespa.

“Acreditamos que o Brasil vive um momento ímpar de sua história. Vemos que o desempenho de nossa economia vai muito bem, projetando um forte crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para este ano, mesmo com diversas crises e instabilidades no campo macroeconômico internacional”, destacou Oltramari.

Segundo a XP, estatisticamente dezembro tem se mostrado um mês bastante positivo para a renda variável e, analisando o mercado interno, a corretora ressaltou que o Ibovespa se encontra em patamares de múltiplos atrativos em relação aos seus pares mundiais. “Entendemos que este é um bom momento para se investir em ações e uma forma de se expor às varições do Ibovespa como um todo é comprando BOVA11”, disse Oltramari.

Estratégias para comprar o BOVA11
Em meio a este cenário, a XP listou três sugestões de estratégias de investimento em BOVA11 para perfis distintos de investidores:

Conservador: pode recorrer à chamada “compra com seguro”, na qual o investidor compra  BOVA11 e, simultaneamente, também adquire opções de venda com preço de exercício próximo ao valor atual do BOVA11.

Continua depois da publicidade

“Nessa situação, caso a estatística dos últimos anos não se confirme e o BOVA11 apresente queda, o investidor poderá exercer seu direito de venda pelo preço de exercício, protegendo-se de boa parte da queda”, destacou a XP.

Moderado: o investidor pode optar pela compra simples de BOVA11.

→ Agressivo: já o investidor com perfil agressivo, segundo a XP, poderá optar por realizar uma compra a termo de BOVA11.

Riscos
Mesmo otimista, a corretora não descartou a hipótese de alguns eventos influenciarem negativamente o Ibovespa no curto prazo. Segundo Oltramari, tais fatores de risco, porém, deverão continuar vindo do front internacional. É o caso do aumento da taxa de juros na China e a preocupação com um possível contágio da crise fiscal na Europa.

“No entanto, estes possíveis acontecimentos já são conhecidos pelo mercado e foram em parte precificados, o que deixa um espaço menor para novas quedas motivadas por essas razões”, destacou a XP.

Bolsa “mais barata”
De acordo com a corretora, a bolsa brasileira está “muito barata” em relação aos seus pares globais. Oltramari revelou um estudo no qual compara os múltiplos das principais bolsas mundiais com o Ibovespa através do indicador preço/lucro, que relaciona o valor de mercado com os lucros auferidos pelas empresas que compõem cada carteira teórica.

Continua depois da publicidade

O resultado mostrou que o Ibovespa está descontado em 9,2% em relação aos índices de países emergentes e 13,7% frente aos mercados globais. “A bolsa brasileira encontra-se mais barata quando comparada aos demais mercados mundiais, tanto de países desenvolvidos quanto de países emergentes. Vemos um desconto de cerca de 10% sobre nossa bolsa, algo que consideramos injustificado dado o potencial de crescimento de nossa economia e também seu histórico de crescimento dos lucros das empresas brasileiras”, completou Oltramari.

Frente a estes resultados, a XP também destacou o expressivo crescimento dos lucros das empresas brasileiras nos últimos 10 anos, em média de 18,5% por ano.