“Prefiro ganhar IPCA + 15% em ações ao Tesouro IPCA+”, diz Magalhães, da Guepardo

Em painel no primeiro dia do evento, gestores avaliaram que Bolsa está descontada e "muita ação precisa dobrar para ficar barata"

Leonardo Guimarães

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Octávio Magalhães, diretor de investimentos da Guepardo Invest, em painel na ExpertXP 2026 (Foto: Fábio Rizzato / InfoMoney)
Octávio Magalhães, diretor de investimentos da Guepardo Invest, em painel na ExpertXP 2026 (Foto: Fábio Rizzato / InfoMoney)

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As ações brasileiras estão baratas e podem ser mais seguras do que os títulos de renda fixa emitidos pelo Governo. É o que diz Octávio Magalhães, fundador e diretor de investimentos da Guepardo Investimentos. Em painel na Expert XP 2026, ele disse que ”é uma boa hora para encontrar boas empresas, se proteger da inflação e do governo”. 

“As NTN-Bs (títulos do Tesouro IPCA+) não são livres de risco. Você está emprestando dinheiro para um governo que não é muito bacana de se emprestar. Hoje, prefiro muito mais entrar numa empresa desalavancada para ganhar IPCA + 15% do que emprestar para o governo”, afirma Magalhães. 

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Esse retorno, segundo o gestor, é possível pelo valuation descontado da Bolsa. A percepção de que as ações brasileiras estão descontadas é compartilhada com André Lion, CIO e gestor de ações da Ibiuna Investimentos.

Para o gestor, a “grande boa notícia é que estamos num cenário desinflacionário”. Ele cita o IPCA de junho, que veio muito abaixo das expectativas do mercado: “só de deixar a expectativa de corte de juros viva, já estamos felizes”. 

Apesar da correção do Ibovespa a partir da segunda metade de abril, João Luiz Braga, analista da Encore Asset, permanece otimista. Ele aponta que, “em qualquer sinal de melhora vinda do macro vou migrar para empresas mais alavancadas porque tem muita ação que precisa dobrar para ficar barata”. 

Para ele, “o que importa é a geração de caixa e uma hora alguém vai comprar isso”. 

Entre os papéis descontados, Braga cita SmartFit (SMFT3), Nubank (ROXO34) e Vibra (VBBR3) como boas teses. Magalhães lista Klabin (KLBN11), Fleury (FLRY3) e Ultra (UGPA3) como “líderes de mercado que não têm muitos problemas com juros altos e sem despesas absurdas”. 

Um dos fatores que poderia ameaçar a Bolsa no nível atual é a eleição de outubro. O pleito, porém, já está precificado nas ações brasileiras, segundo Braga: “hoje temos 65% de Lula no preço”. 

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