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Captação anual da poupança é a pior desde 2011, mostra BC

No acumulado do ano, a captação líquida da poupança ficou em R$ 24,034 bilhões

Após mostrar uma recuperação em novembro, a caderneta de poupança mostrou um resultado forte em dezembro, como é comum nos últimos meses do ano por causa do pagamento do 13º salário. O resultado, divulgado na tarde desta quarta-feira, 7, pelo Banco Central, foi de uma captação líquida positiva de R$ 5,428 bilhões.

O montante, no entanto, é o pior para o mês desde 2011, quando somou R$ 3,590 bilhões. Em dezembro de 2013, a captação foi de R$ 11,2 bilhões e, em igual mês de 2012, de R$ 9,2 bilhões.

No acumulado do ano, a captação líquida da poupança ficou em R$ 24,034 bilhões, a mais baixa também desde 2011, quando encerrou o ano em R$ 14,186 bilhões. O saldo é 66% menor do que o verificado em 2013, quando chegou a R$ 71,048 bilhões. Em 2012, a caderneta teve aplicações totais líquidas de R$ 49,720 bilhões - a série histórica do BC teve início em 1995.

Em agosto de 2014, a captação de recursos dessa aplicação foi de R$ 518 milhões; em setembro, de R$ R$ 1,370 bilhão, em outubro, de R$ 540 milhões, e, em novembro, de R$ 2,534 bilhões.

Ao contrário do movimento visto ao longo de todo 2014, o saldo da caderneta de poupança já estava positivo (em R$ 4,557 bilhões) antes dos depósitos vistos no último dia útil do mês.

Das outras vezes, o resultado estava quase sempre negativo até um fluxo maior ser verificado no encerramento dos meses. O movimento de concentração no fechamento dos meses é comum por conta de sobras - muitas vezes automáticas - dos salários dos poupadores.

Os depósitos no mês passado somaram pouco mais de R$ 179,304 bilhões, enquanto os saques totalizaram quase R$ 173,876 bilhões. Incluindo pouco mais de R$ 3,572 bilhões de rendimentos, o saldo total da poupança chegou a R$ 662,727 bilhões em dezembro.

Apesar de ter mostrado enfraquecimento ao longo do segundo semestre, a aplicação ainda segue como importante investimento entre os brasileiros. Desde maio de 2012, há mudanças nas regras de remuneração da aplicação. Pela nova forma, sempre que a taxa básica de juros, a Selic, for igual ou menor que 8,5% ao ano o rendimento passa a ser 70% da Selic mais a Taxa Referencial (TR).

Atualmente, a taxa básica está em 11,75% ao ano. Quando o juro sobe a partir de 8,75% ao ano passa a valer a regra antiga de remuneração fixa de 0,5% ao mês mais TR.

 

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