Sequência de nove meses positivos

Poupança tem captação líquida de R$ 1,5 bilhão em novembro

No acumulado do ano, os aportes superam os resgates em R$ 145,7 bilhões, o maior valor de toda a série histórica do BC, iniciada em 1995

SÃO PAULO – A caderneta de poupança registrou captação líquida em novembro, pelo nono mês seguido, de R$ 1,5 bilhão, resultado de depósitos da ordem de R$ 297,4 bilhões, e de retiradas de R$ 295,9 bilhões. Os dados foram divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (4).

Embora tenha seguido no azul, diante dos estímulos financeiros para minimizar os impactos da pandemia, o montante ficou bem abaixo dos R$ 7 bilhões observados em outubro e representa a menor entrada líquida para o mês desde 2018.

No acumulado do ano, a caderneta tem captação líquida de R$ 145,7 bilhões – recorde para o período de toda a série histórica do BC, iniciada em 1995 –, e caminha para o quarto ano consecutivo de resultado positivo. O valor acumulado até novembro supera, inclusive, o registrado nos anos fechados anteriores.

Com o desempenho do mês passado, o saldo total aplicado na caderneta de poupança soma agora R$ 1,013 trilhão.

Baixa rentabilidade 

Apesar do ano recorde em captações para a caderneta, o retorno oferecido pela aplicação está cada vez menor diante dos juros baixos.

Isso porque, com a taxa Selic a 2% ao ano, a poupança passa a render apenas 1,4%, perdendo para demais aplicações financeiras e, inclusive, para a inflação.

Em novembro, a poupança rendeu 0,12%, ante variação de 0,15% do CDI, o principal referencial das aplicações de renda fixa.

No ano, o retorno da caderneta chega a 1,99% (ante 2,59% do CDI) e, em 12 meses, a 2,29%, enquanto o CDI tem variação de 2,97%.

Com relação à inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) subiu 0,81% em novembro – a maior variação para um mês de novembro desde 2015.

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No ano, o índice acumula alta de 3,13%, e de 4,22% em 12 meses.

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