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“Poupança não é investimento, é uma pegadinha”, diz Guilherme Benchimol

O CEO do grupo XP fala sobre a importância de fazer bons investimentos 

Guilherme Benchimol, CEO da XP Inc. (foto: Zeca Caldeira)

SÃO PAULO – Os juros baixos estão transformando o mercado brasileiro de investimentos. Se, no passado, era possível conseguir retornos de dois dígitos sem fazer muito esforço, hoje é preciso diversificar para ter um rendimento consistente e superior à inflação.

A boa notícia é que nunca houve tantas opções à disposição do investidor. Quem sabe usá-las a seu favor pode melhorar bastante sua vida financeira.

Em um webinar transmitido pelo InfoMoney (veja no player acima), Guilherme Benchimol, fundador e CEO do grupo XP, e Gabriel Leal, sócio-diretor da XP, comentaram sobre suas visões do mercado e ressaltaram a importância de se ter uma conta em corretora para ter acesso aos melhores produtos de investimento.

Segundo eles, diferente do banco, a corretora oferece uma assessoria mais adequada, com profissionais que indicam os melhores investimentos para cada pessoa, evitando assim as armadilhas do mercado – como aplicações pouquíssimo rentáveis (caso da caderneta de poupança) e produtos com altas taxas, que corroem o patrimônio ao longo do tempo.

“Se você quer ganhar dinheiro, em qualquer lugar do mundo, você tem que aprender a diversificar, a assumir riscos”, afirma Benchimol, explicando que nos últimos, com os juros altos, houve uma concentração de investimentos em CDI, que acabou gerando a concentração bancária que vemos hoje.

Segundo ele, a queda dos juros acabou com essa rentabilidade fácil oferecida até então pelo CDI. Por conta disso, Benchimol diz que os bancos não são o melhor lugar para se investir, porque buscam vender a própria marca, cobrando custos mais elevado.

O CEO da XP também explica como sair da poupança e como ela pode enganar quem acha que está investindo em algo conservador. “Poupança não é um investimento, poupança é uma pegadinha”, afirma ressaltando o motivo para que os bancos gostem tanto deste produto.

Benchimol explica que a poupança é o que tem menor custo para os bancos – mas também rende pouco para o investidor, cerca de 70% do CDI. Além disso, ele lembra do “aniversário”, ou seja, o cliente só pode sacar seu dinheiro com intervalos mínimos de um mês se quiser usufruir do rendimento daquele período. 

“Eu não acho que o produto [poupança] tenha que existir, porque você que está buscando algo conservador, você pode comprar o Tesouro Direto Selic ou um fundo DI que renda 100% do CDI e você vai estar ganhando mais sem incrementar nenhum tipo de risco”, diz.

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Confira a entrevista completa no player acima.

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