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Planejamento: pais presenteiam filhos com planos de previdência

Diretor do Itaú diz que brasileiros estão mais conscientes de planejamento precoce garante melhores resultados

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SÃO PAULO – Os planos de previdência privada para menores estão ganhando cada vez mais espaço no Brasil. Para o diretor superintendente da Itaú Seguros e Itaú Vida e Previdência, Osvaldo do Nascimento, isso faz parte de uma maior consciencia da população sobre a necessidade de se planejar o futuro.

“A conscientização da necessidade de um investimento como esse já é muito grande entre algumas pessoas, principalmente de classe A e B. Dentro dessas classes, por exemplo, é comum que pais, tios e avós presenteiem as crianças com esses planos, seja no nascimento, ou em alguma data comemorativa ainda durante a infância”, conta.

Motivação

“O Itaú fez um estudo chamado ‘O futuro é gerenciável e deve começar no presente’, porque essa é uma das maiores verdades desse setor. Quanto antes as pessoas começam a planejar o futuro financeiro delas, melhores são os resultados alcançados e com menos sacrifício”, explica Nascimento.

A pesquisa traçou um panorama sobre os consumidores de planos de previdência complementar no País, e apontou as diferenças que levam as pessoas a comprarem um plano comum e um plano para menores e a principal delas é o objetivo: enquanto os clientes do mercado em geral focam na aposentadoria, os demais estão de olho no futuro dos jovens.

Ou seja, enquanto o primeiro grupo está interessado em criar uma reserva que seja suficiente para manter o padrão financeiro após a aposentadoria; conseguir pagar os gastos com saúde na terceira idade; garantir qualidade de vida e lazer na velhice e ampliar a expectativa de vida (sustentação da família após período laboral), o segundo grupo tem outras metas.

Garantir o estudo do filho, para que ele tenha um bom desempenho na acirrada competição do mercado de trabalho é uma das principais. Pagar um intercâmbio no exterior, uma pós-graduação, garantir sobrevivência no período pós-formatura, caso o jovem não consiga imediatamente um emprego, são outros. Porém, com o plano de previdência para menores, os pais também buscam garantir a compra de um carro aos 18 anos, um complemento de renda na fase em que os ganhos profissionais são pequenos ou uma renda mensal e independência em caso de desemprego, além de garantirem logo cedo o plano de aposentadoria do filho.

Diferenças

O estudo também aponta algumas diferenças na forma como as pessoas que contratam planos de previdência cuidam da manutenção deles.

Enquanto os proprietários de planos comuns não conseguem manter a disciplina de fazerem contribuições mensais e realizem resgastes com maior frequência, quem possui plano para menores tem maior disciplina nos aportes mensais e quase nunca faz resgates, pois considera o dinheiro dos filhos/sobrinhos/netos “sagrado”.

“A previdência virou o cofrinho das crianças e esse comportamento é extremamente positivo, pois como esse é um investimento de longo prazo, se não há resgastes e os depósitos são constantes o montante do patrimônio cresce muito mais em menos tempo”, diz Nascimento.

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Crescimento

Já chega a R$ 7 bilhões o total de reservas alocadas em previdência privada para menores aqui no Brasil. O número, que representa 5% do total de reservas em previdência – atualmente R$ 134 bilhões – tende a crescer significativamente.

Ainda segundo os números do estudo, de 2007 até julho de 2008, o mercado de previdência complementar para jovens entre 0 e 21 anos cresceu 42,2%, número bem maior do que o registrado pelo mercado geral, que no mesmo período registrou elevação de 10,8%.

“Os planos de previdência para menores só foram liberados no Brasil com a implantação da Legislação Tributária, que permitiu que os pais investissem seus Impostos de Renda na educação dos filhos por meio desses planos. E isso é ótimo, pouquíssimos países dão essa oportunidade aos seus cidadãos”, afirma o diretor.