PF e MPF deflagram nova operação contra Braiscompany, suspeita de pirâmide com criptos

Trata-se de um desdobramento da operação Halving, que ocorreu em fevereiro

Lucas Gabriel Marins

Sede da Polícia Federal em Brasília (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Sede da Polícia Federal em Brasília (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) deflagaram na manhã desta terça-feira (18) a Operação Select, que visa apreender evidências na Braiscompany, empresa brasileira de criptomoedas suspeita de prática de prática de crimes contra o sistema financeiro e contra o mercado de capitais.

A ação de hoje é um desdobramento da Operação Halving, que ocorreu em fevereiro deste ano. O termo “halving” faz alusão a um dos eventos do processo de mineração de Bitcoin (BTC).

Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Campina Grande e Assunção, na Paraíba, e na cidade de São Paulo. As ordens judiciais foram expedidas pela 4ª Vara da Justiça Federal.

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A PF acredita que os sócios e colaboradores da Braiscompany podem ter movimentado R$ 1,5 bilhão de forma irregular. Os suspeitos, segundo a organização, poderão responder por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e lavagem de dinheiro, entre outros.

Entenda o caso

A Braiscompany foi fundada pelo casal Antonio Inacio da Silva Neto e Fabricia Farias Campos em 2018. A empresa dizia trabalhar com locação de criptomoedas e prometia pagar juros fixos de até 9% ao mês aos clientes. Desde o final do ano passado, no entanto, não libera os saques dos clientes.

Em fevereiro, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) abriu uma investigação para apurar o caso e entrou com uma ação cautelar, pedindo o bloqueio de R$ 45 milhões da empresa. A Justiça acatou parte do pedido.

Na semana passada, o MPPB divulgou que, entre os dias 2 e 31 de março, recebeu 3.364 reclamações de supostas vítimas da Braiscompany. O prejuízo estimado foi de quase R$ 260 milhões.

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Neto e Fabricia já se envolveram com golpes financeiros. Um deles foi o D9 Club de Empreendedores, um esquema fraudulento que usava criptos como fachada para lesar vítimas.