Petróleo segue em baixa, com elevação não esperada nos estoques dos EUA

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 25,97 nesta quinta-feira, baixa de 0,92%

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SÃO PAULO – O petróleo segue operando em baixa na manhã desta quarta-feira, com o otimismo acerca da elevação inesperada dos estoques no maior consumidor mundial, os EUA, contrariando assim as expectativas de diversos analistas da área.
Nesse sentido, a cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 25,97 nesta quinta-feira, baixa de 0,92% em relação ao último fechamento.
Apesar da queda, o petróleo acumula forte alta de 9,49% neste mês de maio e a variação no ano fica negativa em 12,44%, já que a
commodity encerrou o ano passado cotada a US$
29,66 por barril em Londres.
Petróleo registra baixa de 0,79% em Nova York

O contrato com vencimento em julho de 2003, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 28,80 por barril de petróleo, configurando uma baixa de 0,79% frente ao fechamento anterior.
600 mil barris a mais

Segundo o relatório divulgado por parte da Agência de Energia dos EUA, as reservas de petróleo do país se elevaram em 600 mil barris na semana terminada em 16 de maio, contrariando as expectativas de diversos analistas, que davam conta de que as reservas poderiam recuar em cerca de 2 milhões de barris.
Contudo, vale ressaltar que o atual nível dos estoques no país, o qual é de 285,1 milhão de barris, é cerca de 11% inferior a igual período do ano anterior, sendo que é considerado um nível que gera preocupações, já que a partir do dia 26 de maio, ocorre o pico de consumo por gasolina.
Este pico de consumo se deve ao fato de que, durante as férias de verão, diversas famílias viajam com sues automóveis. No que concerne aos estoques de gasolina, estes apresentaram queda de 200 mil barris em igual período, atingindo 208,4 milhões de barris.
Seguem as dúvidas acerca do Iraque

Outro fator que segue gerando incertezas no mercado de petróleo reside em que, apesar de o Iraque ainda não estar produzindo em um nível considerado razoável, seguem as discussões entre o governo norte-americano e a ONU acerca das sanções aplicadas ao país árabe, as quais impedem que o óleo seja exportador fora do programa Oil for Food.

Vale ressaltar que a resolução deste processo deve demorar mais que o esperado, já que o Conselho de Segurança da ONU postergará a votação da retirada ou não das sanções até os norte-americanos aceitarem o limite de um ano de ocupação no Iraque.