Petróleo opera em baixa, com continuidade do impacto da manutenção das cotas

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 27,69 nesta quinta-feira, baixa de 0,57%

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SÃO PAULO –
O petróleo opera no campo negativo na manhã desta quinta-feira, fato este que se dá como produto da manutenção por parte do OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) das cotas de produção, bem como seu valor considerado razoável para o barril de petróleo.
Nesse sentido, a cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 27,69
nesta quinta-feira, baixa de 0,57% em relação ao último fechamento.
Apesar do desempenho negativo
de hoje, o petróleo acumula forte alta de 5,21% neste mês de junho e a variação no ano fica negativa em 6,64%, já que a
commodity encerrou o ano passado cotada a US$
29,66 por barril em Londres.

Petróleo cai 0,53% em Nova York

O contrato com vencimento em julho de 2003, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera cotado a US$ 32,19 por barril, configurando uma queda de 0,53% frente ao fechamento anterior.
Cotas mantidas

A OPEP decidiu em sua reunião, na última quarta-feira, manter a cota de produção para seus países membros. Dessa maneira, os países membros da organização, os quais respondem por cerca de um terço de todo o petróleo produzido no globo, seguirão bombeando 25,4 milhões de barris por dia.
Um dos fatores que gerava incertezas para o mercado é se o cartel manteria sua faixa de preços considerada aceitável para a cotação do petróleo entre US$ 22 e US$ 28 por barril, já que especulava-se que este poderia aumentar o limite inferior a fim de justificar futuros corte de produção; contudo, a faixa foi mantida.
A OPEP justificou a manutenção das cotas com a espera para que a reentrada em maior volume das exportações iraquianas no mercado internacional se acomode, a fim de analisar com maior cuidado os impacto sobre a cotação.
Estoques nos EUA caem

A alta na cotação da commodity na última sessão de deveu ao anúncio por parte do Departamento de Energia dos EUA da queda nos estoques de petróleo do maior consumidor mundial.

Estes decaíram em 4,6 milhões de barris, atingindo assim 284,4 milhões de barris na semana terminada na última sexta-feira, sendo que esta é a maior queda registrada desde janeiro.