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SÃO PAULO – O petróleo segue operando em alta nesta terça-feira no mercado futuro de Londres, refletindo os efeitos negativos da greve da Venezuela na produção de petróleo do país, e a expectativa do mercado de que a Opep reduzirá suas cotas na próxima reunião do cartel.
Mercado especula que Chávez convocará eleições
A greve geral na Venezuela, que já dura duas semanas, e que reivindica a renúncia de Chávez e a convocação das eleições gerais para o primeiro trimestre de 2003, parece estar próxima de chegar ao fim com os rumores de que o presidente convocará as eleições para o começo de 2003.
Até o momento, cerca de 75% dos venezuelanos já aderiram a greve, enquanto 80% dos trabalhadores das petrolíferas do país também já cruzaram os braços, determinando forte queda da produção do país, principalmente graças ao bloqueio do carregamento do produto.
Expectativa é de redução das cotas pela OPEP
As expectativas dos investidores são de que a Opep decidirá reduzir as cotas de produção na reunião marcada para a próxima quinta-feira, considerando que se espera uma queda na demanda no início do próximo ano, quando o inverno nos países do hemisfério norte terminar, e que os países não- membros da Opep podem aumentar sua produção sem comunicar a organização.
Porém, vale lembrar que os membros do cartel neste ano ultrapassaram a produção estipulada. No quarto trimestre a produção foi aproximadamente 10% maior do que a estipulada pelo cartel, sendo que apenas no último mês, a produção foi 12% maior em relação às metas do cartel. O mercado estima que se a Opep mantiver a produção atual, em fevereiro o preço da commodity estará entre US$ 18 e US$ 22.
Petróleo sobe 1,67% e opera cotado a US$ 25,48
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 25,48
nesta terça-feira, forte alta de 1,67% em relação ao último fechamento.
Com o desempenho positivo
de hoje, o petróleo acumula forte alta de 5,50% neste mês de dezembro.
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Por sua vez, a variação no ano fica positiva em 29,94%, já que a
commodity encerrou o ano passado cotada a US$
19,90 por barril em Londres.