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SÃO PAULO – O petróleo segue operando no campo negativo na manhã desta quinta-feira, com os traders apostando que os estoques dos EUA, maior consumidor global do produto, se elevem,, bem como à espera de que o Iraque possa em um prazo não muito longo retomar suas exportações. O contrato com vencimento em julho de 2003, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera cotado a US$ 28,48 por barril de petróleo, configurando uma queda de 0,35% frente ao fechamento anterior. Diversos analistas da área estimam que as reservas dos EUA de petróleo e de gasolina devam se elevar na última semana, contudo, mantendo um nível consideravelmente inferior ao registrado em igual período do ano anterior. Após a ocupação do país por parte das tropas norte-americanas e britânicas, o Corpo de Engenheiros do exército dos EUA, unidade responsável pela recuperação das estruturas petrolíferas iraquianas, estimava que em poucas semanas o país poderia estar produzindo cerca de 2,5 milhões de barris por dia. Contudo, a produção se viu impedida em decorrência dos saques ocorridos nas estruturas, do estado de conservação péssimo destas bem como da escassez de tropas para manter a segurança nos locais em que os trabalhos de recuperação eram executados.
Desta maneira, A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 25,50 nesta quinta-feira, baixa de 0,58% em relação ao último fechamento.
Petróleo registra queda em Nova York
Maiores reservas
Era esperado que o relatório contendo os dados relativos aos estoques fosse divulgado na última quarta-feira por parte da Agência norte-americana de Energia, fato este que não ocorreu, sendo que espera-se para as próximas horas que estes sejam divulgados.
Vale ressaltar que as estimativas dão conta de que as reservas de petróleo cru devam se elevar em 140 mil barris e as de gasolina em 175 mil barris.
Exportações iraquianas já em junho?
Nesse sentido, Tom Logsdon, projetista chefe do Corpo de Engenheiros, frisou que o país deva estar produzindo em meados de junho cerca de 1,3 milhão de barris por dia, e que o volume de 2,5 milhões de barris diários deva ser apenas atingido em janeiro próximo. Contudo, existem receios, já que nenhuma estimativa até agora se viu concretizada.