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SÃO PAULO – O tom menos agressivo dos discursos de Bush e de Colin Powell à respeito da questão do Iraque contribuíram para a desvalorização da cotação do petróleo nestes últimos dias no mercado futuro de Londres.
Discursos de Bush e Powell tranqüilizam mercado
No último discurso de Bush, o presidente norte-americano declarou que não necessariamente Saddam Hussein teria que sair do poder, desde que colaborasse com a inspeção de armas. Já o Secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, declarou que a prioridade que está sendo defendida pelo seu país é o desarmamento do Iraque e não a retirada de Saddam do governo, mesmo acreditando que este seja prejudicial ao povo iraquiano.
Os discursos foram feitos depois da tentativa fracassada dos EUA e do Reino Unido de conseguir que a ONU aprovasse uma nova resolução que permite um ataque militar no caso do Iraque não cooperar com a inspeção de armas. A China, a Rússia e a França, países que têm poder de veto nas Nações Unidas, mantiveram suas posições anteriores contra qualquer tipo de ataque precipitado.
Dessa forma, o mercado acredita que o eventual ataque norte-americano ao Iraque está mais distante de se concretizar pelo menos no curto prazo, diminuindo as expectativas de queda na ofertam, e permitindo que a cotação do petróleo voltasse ao patamar de sete semanas atrás.
Petróleo cai 0,60% e fecha cotado a US$ 26,43
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 26,43
no pregão desta terça-feira, baixa de 0,60% em relação ao último fechamento.
Com o desempenho negativo
de hoje, o petróleo acumula forte baixa de 8,07% neste mês de outubro.
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Por sua vez, a variação no ano ficou positiva em 32,81%, já que a
commodity encerrou o ano passado cotada a US$
19,90 por barril em Londres.