Participação de pessoa física em ETF cai para 19,2% em setembro

No Brasil, os investidores institucionais continuam na liderança de participação de ETFs, com 41,8% do volume negociado

SÃO PAULO – A participação das pessoas físicas no volume negociado pelos fundos de índice comercializados na bolsa de valores, conhecidos como ETFs (Exchange Traded Funds), recuou em setembro, passando de 21,5% para 19,2% entre o oitavo e o nono mês do ano.

Os fundos de índices são aqueles que buscam obter o retorno de determinado índice e têm cotas negociadas na Bolsa. Ao escolher um ETF, o investidor aplica, ao mesmo tempo, em uma carteira de ações de diferentes companhias, o que remete a uma diversidade maior para o portfólio.

Os investidores institucionais continuam na liderança de participação de ETFs, com 41,8% do volume negociado no mês de setembro. Na sequência estão as instituições financeiras, com 21,4% de representatividade no nono mês do ano; os investidores estrangeiros, com 15,6% do volume negociado, e as empresas públicas e privadas, com 2%.

Os fundos
A bolsa possui oito fundos de índice em negociação, sendo que seis deles são geridos pela BlackRock, mais precisamente aqueles da família IShares.

Eles seguem o Ibovespa (BOVA11), o IbrX-100 (BRAX), empresas small caps (SMAL11), empresas de maior capitalização (MILA11), empresas do setor imobiliário (MOBI) e companhias do setor de consumo (CSMO).

Além disso, existem os fundos de índice que seguem o PIBB (PIBB11) e o que segue o setor financeiro (IFNC), que têm o banco Itaú como gestor.

O BOVA11, código usado nas operações, representou 92,9% do volume total movimentado pelos ETFs disponíveis na Bolsa. Nele, a participação das pessoas físicas foi de 19,9% em setembro deste ano, menor que a participação verificada em agosto (21,4%). 

O segundo ETF mais negociado no mês foi o PIBB11 (Papéis de Índice Brasil Bovespa), com 5,9% do volume total movimentado. Neste caso, o percentual de participação das pessoas físicas foi de 8,3% no nono mês do ano.