Participação de pessoa física em ETF cai para 14,1% em junho

No Brasil, os investidores institucionais continuam na liderança de participação de ETFs, com 47,3% do volume negociado

SÃO PAULO – A participação das pessoas físicas no volume negociado pelos fundos de índice comercializados na bolsa de valores, conhecidos como ETFs (Exchange Traded Funds), registrou leve recuo em junho, passando de 14,5% para 14,1% entre o quinto e o sexto mês do ano.

Os fundos de índices são aqueles que buscam obter o retorno de determinado índice e têm cotas negociadas na Bolsa. Ao escolher um ETF, o investidor aplica, ao mesmo tempo, em uma carteira de ações de diferentes companhias, o que remete a uma diversidade maior para o portfólio.

No Brasil, os investidores institucionais continuam na liderança de participação de ETFs, com 47,3% do volume negociado no mês de junho. Na sequência, estão os investidores estrangeiros, com 18,4% de representatividade no sexto mês do ano, as instituições financeiras, com 17% do volume negociado, e as empresas públicas e privadas, com 3,1%.

Os fundos
A bolsa possui oito fundos de índice em negociação, sendo que seis deles são geridos pela BlackRock, mais precisamente aqueles da família IShares.

Eles seguem o Ibovespa (BOVA11), o IbrX-100 (BRAX), empresas small caps (SMAL11), empresas de maior capitalização (MILA11), empresas do setor imobiliário (MOBI) e companhias do setor de consumo (CSMO).

Além disso, existem os fundos de índice que seguem o PIBB (PIBB11) e o que segue o setor financeiro (IFNC), que têm o banco Itaú como gestor.

O BOVA11, código usado nas operações, representou 89,2% do volume total movimentado pelos ETFs disponíveis na Bolsa. Nele, a participação das pessoas físicas foi de 14,1% em junho deste ano,  menor que participação verificada em maio (14,9%). 

O segundo ETF mais negociado no mês foi o PIBB11 (Papéis de Índice Brasil Bovespa), com 6% do volume total movimentado. Neste caso, o percentual de participação das pessoas físicas foi de 13,7% no sexto mês do ano.