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SÃO PAULO – O banco de Investimentos Credit Suisse First Boston (CSFB) divulgou análise sobre os riscos para a viabilidade de sua previsão de que a inflação medida pelo IPCA atinja 5,5% em 2005. Ao manter essa previsão, o banco passa a assumir uma inflação média inferior a 0,4% nos meses de maio e junho. Caso essa queda não se confirme, reduz-se a probabilidade da inflação ficar próxima a atual previsão.
De acordo com o banco, uma maior estabilidade da taxa de câmbio no atual patamar ou até uma apreciação abaixo desse nível nos próximos meses tende a reduzir o risco de aumento do índice de preços no atacado, o que resulta em uma menor pressão indireta no IPCA. A apreciação cambial tende a favorecer diretamente uma queda da inflação ao consumidor, porém esse benéfico só era alcançado se o câmbio se mantiver nesse patamar por um prazo mais longo.
Uma maior estabilidade das expectativas de inflação também contribui para que se atinja a meta estabelecida pelo banco. De acordo com os modelos da CSFB, um dos principais determinantes da inflação corrente é o canal de expectativas de inflação. Durante os primeiros meses deste ano, a elevação das expectativas do IPCA para 2005 deveu-se basicamente ao aumento da inflação dos meses de março, abril e maio. A média do consenso das expectativas foi elevada para acima de 6%.
Caso se confirme um baixo peso do canal de demanda, o impacto da política monetária sobre a inflação seria menor, o que aumentaria a probabilidade de uma inflação mais alta ao longo do ano. Porém, prevendo que a atividade econômica irá manter o baixo crescimento nos próximos meses, o risco de pressão inflacionária via demanda parece decrescente.
Preços do petróleo podem prejudicar previsão
A alta do petróleo é um dos fatores que pode prejudicar a previsão. Recentemente foi revisada para cima a expectativa para o preço do barril para o final de ano, passando de US$ 41 para US$ 45. Caso o preço do petróleo se mantenha no atual patamar (US$ 49), a probabilidade de elevação nos preços para a indústria aumenta consideravelmente, refletindo negativamente nos preços ao consumidor. Isso vale também para os preços da gasolina.
Outro fator crítico é a Sondagem da Indústria de Transformação, que embute uma maior preocupação sobre o impacto no IPCA proveniente da dinâmica da inflação de preços industriais no atacado. Esses dados da Sondagem indicam que, desde janeiro, há um aumento do percentual de empresas que prevêem aumento nos preços.
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O relatório também destaca a possibilidade de haver uma redução no fluxo de recursos para mercados emergentes nos próximos meses, causada pela incerteza sobre a dinâmica da economia dos Estados Unidos, o que causaria um impacto negativo sobre a taxa de câmbio e a inflação.