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Os fundos imobiliários tiveram mais um mês difícil diante das oscilações dos mercados e das turbulências internacionais e locais. A volta do conflito no Irã e sinais de juros mais altos nos Estados Unidos, além de incertezas com o cenário político e econômico local levaram o Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) da B3 a terminar julho em queda de 0,32%, reduzindo o ganho acumulado no ano para 1,14%. Segue, portanto, bem abaixo do CDI, de 1,2% no mês e 8,3% no ano.
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Diante das incertezas, mesmo com uma nova redução dos juros pelo Comitê de Política Monetária, a maioria dos analistas está adotando uma estratégia mais conservadora para agosto, conforme levantamento feito pelo InfoMoney com nove bancos, corretoras e consultorias.
“Os juros reais permanecem elevados, a inflação de serviços segue resiliente e ainda há vetores relevantes de pressão sobre os preços que podem entrar no radar”, diz o BB Investimentos em relatório. O banco cita ainda a proximidade das eleições, que tendem a aumentar a volatilidade e a atenção às discussões fiscais.
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O BB optou por preferir fundos líderes de mercado, mesmo que com um retorno mais moderado no curto prazo, observando que as quedas das cotas criaram descontos em fundos de boa qualidade. A gestora prefere fundos diversificados, com alavancagem controlada e perfil defensivo em cenários de estresse, como fundos de papel de empresas de baixo risco e fundos de tijolos com bons ativos e previsibilidade de resultados.
Já o Itaú BBA prefere fundos de ativos financeiros, mesmo com o cenário de corte de juros, levando em conta que a projeção é que a Selic termine o ano em 13,75%, nível ainda elevado que favorece fundos imobiliários indexados ao CDI. Já os fundos atrelados ao IPCA tendem a se beneficiar de uma inflação de 5,1% neste ano e servir de proteção para riscos altistas. O banco também vê oportunidades em fundos de tijolos por conta dos descontos nas cotas bom retorno operacional.
Confira abaixo os fundos mais indicados em agosto.
| Fundo | Código | Indicações | Rend. Julho (%) |
| Kinea Rend. Imob | KNCR11 | 6 | +1,2 |
| HSI Malls | HSML11 | 5 | +2,7 |
| Bresco Logística | BRCO11 | 4 | +1,2 |
| Mauá Capital Recebíveis | MCCI11 | 4 | +1,5 |
| TRX Real Estate | TRXF11 | 4 | +0,9 |
| Vinci Logística | VILG11 | 4 | -1,1 |
| XP Malls | XPML11 | 4 | +1,2 |
Confira abaixo a avaliação dos fundos mais citados pelos analistas para agosto.
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Kinea Rendimento Imobiliário (KNCR11)
Segundo a XP Investimentos, o fundo possui 78,8% do patrimônio alocado em 91 CRIs, 12,6% em LCIs e 8,7% em caixa. A carteira é praticamente 100% indexada ao CDI, com taxa média marcada a mercado de CDI mais 2,06% ao ano e prazo médio de 4,1 anos. Apresenta ainda baixo risco de crédito, com devedores majoritariamente de primeira linha e garantias robustas, como alienação fiduciária de imóveis prontos e de alta qualidade.
HSI Malls (HSML11)
Segundo o Itaú BBA, o fundo tem como pontos positivos posições majoritárias em sete dos oito empreendimentos em que participa. Os ativos também têm posições dominantes dentro das regiões em que estão localizados. Parte relevante da receita provém de aluguel mínimo, o que traz maior previsibilidade para a receita mensal. E apresenta indicadores operacionais melhores este ano do que no anterior.
Bresco Logística (BRCO11)
Segundo o BTG Pactual, o fundo combina alta exposição ao estado de São Paulo, especialmente em regiões próximas à capital, com imóveis de altíssimo padrão. Possui ainda contratos atípicos, que trazem previsibilidade à receita, potencial de geração de valor com expansões e boa liquidez no mercado secundário.
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Mauá Capital Recebíveis (MCCI11)
A XP Investimentos destaca que o fundo tem 95% da carteira indexada à inflação com taxa média a mercado de IPCA mais 9,7% ao ano. Em julho, o fundo teve resultado líquido de R$ 0,98 por cota e distribuiu R$ 1,00 por cota, mantendo uma projeção mensal entre R$ 0,90 e R$ 1,00 para o segundo semestre deste ano. A XP considera que o nível atual de rendimento, com dividend yield anualizado de 12,7%, reforça a atratividade do fundo em relação aos pares.
TRX Real Estate (TRXF11)
O TRX Real Estate se consolidou como um dos fundos híbridos mais relevantes do setor e reúne hoje cerca de R$ 6 bilhões em patrimônio e mais de 300 mil cotistas, destaca o BB Investimentos. O fundo foi bastante ativo nos últimos meses, concluindo a compra de uma laje corporativa em São Paulo alugada ao Hospital Sírio Libanês, do Hotel Emiliano, no Rio de Janeiro, e oito galpões Self-Storage da Guarde Aqui, além de outras aquisições. O BB Investimentos vê essas movimentações e o desconto na cota em relação ao patrimônio, de cerca de 5%, como oportunidade tanto para renda quanto para ganho de capital.
Vinci Logística (VILG11)
O fundo é o preferido no segmento logístico pelo Santander Brasil, e está sendo negociado a um preço mais atrativo em relação aos pares, atualmente com um desconto de 15%. O Santander destaca o portfólio diversificado composto por 12 galpões, alta taxa de ocupação, atualmente de 100%, contratos de locação de longo prazo com 86% dos vencimentos após 2028, potencial reforço de caixa para novas aquisições vindos de desinvestimentos no fundo HGLG11, que representa 23% do patrimônio do fundo. O retorno em dividendos estimado está em 10,6%.
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XP Malls (XPML11)
O fundo de shopping centers se destaca por reunir um portfólio já consolidado, que equilibra ativos direcionados ao público de alta renda e historicamente mais resilientes que devem sustentar a reciclagem da carteira e dar sustentação aos dividendos, diz o BB Investimentos. O fundo reduziu a alavancagem nos últimos meses e apresenta um nível de dividendos competitivo para o setor, com retorno em torno de 10,5% ao ano.