Carteiras recomendadas

Os fundos imobiliários mais recomendados pelos analistas para comprar em novembro; FII da Mauá substitui carteira da Capitânia

Pelo terceiro mês consecutivo, o Bresco Logística é o fundo imobiliário mais recomendado pelas corretoras consultadas pelo InfoMoney

Por  Wellington Carvalho -

SÃO PAULO –  O nervosismo do mercado financeiro contaminou os fundos imobiliários, que tiveram mais um mês de baixas em outubro. O Ifix, índice que reúne os FIIs mais negociados da Bolsa, registrou perdas de 1,47% no período. O indicador já havia recuado 1,24% em setembro e 2,63% em agosto.

A preocupação dos investidores quanto às discussões sobre o teto de gastos do governo federal, que busca recursos para bancar a nova versão do Bolsa Família, batizado de Auxílio Brasil, segue no radar dos analistas em novembro, assim como as ações do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central para conter a inflação no país. Em outubro, o colegiado elevou a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 1,50 ponto percentual, para 7,75% ao ano.

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Além da condução fiscal do país e do combate à inflação, o mercado acompanha ainda o cronograma de vacinação contra a Covid-19. E não é à toa que o assunto interesse especialmente aos investidores de fundos imobiliários. De acordo com o BTG Pactual, o avanço da imunização permite maior flexibilização das medidas de restrição. “Nesse contexto, é esperado uma melhora operacional dos fundos imobiliários de tijolo, especialmente no segmento de shopping e lajes corporativas”, aponta relatório do banco.

Levantamento realizado pelo InfoMoney com dez corretoras compilou os fundos imobiliários mais recomendados pelas instituições financeiras para investir em novembro. Ao todo, 53 FIIs foram lembrados e o destaque da lista foi novamente o Bresco Logística (BRCO11), com oito recomendações.

A compilação do InfoMoney apresenta os cinco ativos mais recomendados para o mês. Para critério de desempate, são selecionados aqueles com maior volume médio de negociação nos últimos 12 meses, com base em dados da provedora de informações financeiras Economatica.

A novidade deste mês foi a entrada do Mauá Capital Recebíveis (MCCI11) no lugar do Capitânia Securities (CPTS11), que estava entre as principais recomendações de outubro. Confira a seguir os fundos imobiliários mais recomendados pelos analistas para novembro, o número de recomendações e a rentabilidade de cada papel em outubro, no acumulado do ano e nos últimos 12 meses:

Ticker Fundo Segmento Recomendações Retorno em outubro de 2021 Retorno em 2021 Retorno em 12 meses
BRCO11 Bresco Logística Logístico 8 -2,18 -17,19 -13,36
TRXF11 TRX Real Estate Varejo/Logístico 5 -0,81 7,64 5,11
HGRU11 CSHG Renda Urbana Varejo 5 -0,25 -6,25 -8,45
KNCR11 Kinea Rendimentos Imobiliários Recebíveis 4 0,71 11,59 16,89
MCCI11 Mauá Capital Recebíveis 3 -0,69 10,52 6,07
Ifix Ifix -1,47 -7,49 -4,22

OBS.: A rentabilidade leva em consideração o reinvestimento dos dividendos

Fonte: Economatica e corretoras (Ativa Investimentos, BB Investimentos, BTG Pactual, Genial, Guide, Itaú BBA, Mirae Asset, Órama, Santander Corretora e Rico)

Bresco Logística (BRCO11)

Pelo terceiro mês consecutivo, o Bresco Logística é o fundo imobiliário mais recomendado pelas corretoras. Em novembro, ele repete as oito recomendações de outubro.

O fundo, do segmento logístico, conta hoje com 47.863 cotistas e tem um patrimônio líquido de R$ 1,6 bilhão. O Bresco possui 11 propriedades que, juntas, somam uma área bruta locável (ABL) de 446 mil metros quadrados. De acordo com o relatório gerencial, o fundo zerou a vacância recentemente.

O portfólio do fundo gera uma receita anual de R$ 134 milhões. Os contratos de locação possuem prazo médio remanescente de 4,3 anos. Além disso, 95% dos inquilinos têm classificação de crédito elevada e, entre eles, estão nomes como o Grupo Pão de Açúcar, Magazine Luiza, Natura, Mercado Livre, B2W, Carrefour, DHL e Whirlpool.

Na avaliação do Itaú BBA, a localização e as características técnicas dos imóveis do Bresco chamam atenção. Os ativos estão espalhados especialmente na região Sudeste, principal mercado logístico do país.

No dia 8 de novembro, o fundo depositará dividendos de R$ 0,57 por cota aos investidores. O rendimento representa um retorno mensal de 0,59%. Atualmente, a cota é negociada com desconto de 13%. No ano, o Bresco acumula queda de 13,36%

CSHG Renda Urbana (HGRU11)

Segundo na lista dos mais lembrados, com cinco recomendações, o CSHG Renda Urbana investe em empreendimentos imobiliários urbanos que gerem renda por meio de locação ou venda futura. Com patrimônio líquido de R$ 2 bilhões, o fundo conta hoje com uma ABL de 355 mil metros quadrados e vacância zero. Tem uma base de 145 mil cotistas.

A carteira do fundo conta com inquilinos como Ibmec, Estácio, Universidade São Judas, Big, Sam’s Club e Casas Pernambucanas. A receita anual com locação é de R$ 104 milhões.

O próximo rendimento do CSHG está previsto para o dia 16 de novembro – o fundo pagará R$ 0,72 por cota, equivalente a um retorno mensal de 0,64%. Atualmente, a cota negocia com desconto de 6%. No ano, o papel tem desvalorização de 8%.

A Órama Investimentos destaca a mudança de perfil do fundo. “O CSHG passou por uma mudança de estratégia. Deixou de ser um fundo monoativo e monoinquilino do segmento educacional e expandiu o portfólio também para o segmento de varejo”, destaca a corretora.

TRX Real Estate (TRXF11)

Com cinco recomendações, o TRX Real Estate se mantém mais um mês na lista dos FIIs mais recomendados. O fundo atua na aquisição, desenvolvimento e venda de imóveis locados preferencialmente para grandes empresas e com contratos de longo prazo. Tem atualmente 38 mil cotistas e conta com 46 imóveis, que somam uma ABL de 395 mil metros quadrados. O patrimônio líquido é de R$ 578 milhões.

A localização dos imóveis está distribuída por 12 estados e o preço médio de locação gira em torno de R$ 17,01 para os galpões logísticos e R$ 26,87, para imóveis de varejo. Entre os inquilinos, estão o Assaí, Extra e Big Bompreço.

A composição do portfólio do fundo agrada a Guide Investimentos, que lembra que os setores logísticos e de varejo alimentício reagiram bem aos períodos mais difíceis dos últimos meses. A corretora está confiante na possibilidade de ganho de capital e distribuição de dividendos acima da média do mercado.

Em 2021, diferentemente da maior parte dos fundos imobiliários, o TRX Real Estate opera no campo positivo, com alta de 5,11%. Apesar do desempenho, o fundo é negociado atualmente abaixo do valor patrimonial. O retorno com dividendos no ano é de 9,36% e o próximo pagamento ocorre no dia 16 de novembro, de R$ 0,77 por cota.

Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11)

Com 76 mil cotistas, o Kinea Rendimentos Imobiliários é um fundo que investe em ativos de renda fixa ligados ao setor imobiliário, especialmente os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), que representam 95% do patrimônio líquido atual do fundo, hoje em R$ 3,9 bilhões.

De acordo com o último relatório gerencial, 93% dos ativos estão indexados à taxa do CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Os títulos estão ligados principalmente aos segmentos de lajes corporativas (44%) e shoppings (27%).

O fundo está na carteira mensal do BTG Pactual, que destaca principalmente a carteira de crédito pulverizada e de qualidade do Kinea. O banco vê como atrativos ainda a gestão especializada do fundo e o que classifica como excelente liquidez das cotas.

No ano, o fundo valoriza 16,89% e tem um retorno com dividendos de 4,84%. No dia 12 de novembro, o Kinea depositará dividendos de R$ 0,56 por cota.

Veja também: Quer receber aluguel sem precisar ter um imóvel? Este treinamento gratuito do InfoMoney ensina a investir em fundos imobiliários começando do zero.

Mauá Capital Recebíveis (MCCI11)

O Mauá Capital Recebíveis é a novidade do mês, com três recomendações. O fundo tem quase 62 mil cotistas e um patrimônio líquido de R$ 1,2 bilhão. Tem como objetivo investir em títulos do setor imobiliário e em cotas de outros FIIs.

De acordo com o Santander, a carteira de 26 CRIs do fundo tem boa estrutura e conseguiu passar positivamente pelo período da pandemia, ou seja, não sofreu com inadimplência. 62% da alocação estão em segmentos mais resilientes, como o de logística e o comercial.

No ano, a cota do Mauá tem valorização de 6,07% e o retorno com dividendos no período é de 9,47%. O fundo também está na carteira da Genial Investimentos, que prevê a manutenção dos dividendos mensais próximos de R$ 1 por cota.

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