O que você pode aprender com os ricos para investir melhor

Estar atento à relação risco-retorno, diversificar o portfólio e obter mais conhecimento sobre o mercado de investimentos são algumas das lições
Dinheiro (Shutterstock)
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SÃO PAULO – Se você sonha em atingir a independência financeira e gostaria de saber como os investidores que já são considerados ricos fazem para manter seu patrimônio, um artigo do site Market Watch aponta que, na verdade, existem apenas duas diferenças básicas entre os  investidores ricos e os normais: conhecimento e força (leia-se recursos abundantes).

Normalmente, o portfólio de um investidor com muitos zeros na conta é mais diversificado e por isso ele está mais apto para enfrentar grandes turbulências. Além disso, os ativos que fazem parte desta carteira só são escolhidos após uma minuciosa análise. “Eles entendem melhor a relação entre risco e retorno”, afirmou o Diretor de Investimentos Alternativos da Ascent Private Capital Management, Kurt Silberstein.

Mas isso não é justificativa para desânimo. Muitas empresas especializadas em investimentos, (como gestoras de recursos, boutiques de investimentos, etc) já oferecem serviços de consultoria e gestão por um preço mais acessível, o que pode fazer uma grande diferença para quem não tem tempo e nem conhecimento para analisar e escolher os ativos que vão fazer parte do portfólio. “Várias opções estão se abrindo ao pequeno investidor para ele realmente assumir o controle”, ressalta o co-fundador da Jemstep, Kevin Cimring. “Estas consultorias colocam o investidor em uma posição mais próxima dos investidores qualificados”, ressalta.

Risco e retorno

Independentemente da sua situação financeira, se você aplica, tente sempre diversificar. Graças aos grandes investidores, chegou-se a conclusão diversificar um portfólio traz menos volatilidade, já que alguns ativos não oscilam com a mesma velocidade das ações e devem ser sempre considerados para montar uma carteira balanceada – com uma parte em ativos mais voláteis e sem tanta liquidez (e que também rendem mais) e outra parte em papéis menos arriscados e mais líquidos (que normalmente oferecem um rendimento menor).

“Olhe além de ações e títulos públicos, e veja quais opções estão disponíveis para melhorar o retorno da sua carteira”, recomenda o Estrategista-chefe de Investimentos da Plante Moran Financial Advisors, Jim Baird. “É aí que outros tipos de estratégias podem entrar em jogo”.

No entanto, é importante ter em mente que nem sempre esses investimentos manterão o ritmo quando o mercado de ações estiver em queda. Tendo isso claro, a dica do CEO da Towe Wealth Managers, William Koehler é que o investidor faça uma pesquisa de possíveis gestores para seu portfólio e avalie quais são suas estratégias de aplicação. É possível achar assets que estejam alinhadas ao objetivo do investidor e que ainda ofereçam preços mais acessíveis.

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“A chave é o capital de preservação. Os riscos chegaram à essa conclusão e têm diversificado, para proteger o lado negativo. Você não precisa correr altos riscos para ter um investimento de sucesso”, conclui o Chefe de Investimento da Baker Ave, King Lip.