Número de participantes de fundos de pensão pode dobrar até 2008

Atualmente existem 2,3 milhões de participantes; introdução de fundos instituídos deve atrair pessoas excluídas do sistema

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SÃO PAULO – A afirmação foi feita pelo próprio secretário de previdência complementar, Adacir Reis, durante solenidade que confirmou o lançamento dos três primeiros fundos instituídos do país, nesta segunda-feira.

De acordo com Reis, atualmente existem 2,3 milhões de associados aos fundos de pensão, dos quais 500 mil já estão aposentados e a intenção do governo seria de dobrar este número nos próximos cinco anos. Apesar disto, até o momento nenhum sindicato, entidade de classe ou cooperativa havia se associado a um fundo de pensão. Em parte isto se explica pelo fato de que a legislação regulando o assunto ainda é relativamente recente.

Funcionários de pequenas e médias empresas

A intenção do ministério da previdência é de atrair para a previdência complementar fechada pessoas com capacidade de poupança, mas que até hoje estão a margem do sistema, seja por falta de conhecimento ou por falta de incentivo. Pensando nisto, o governo está preparando várias palestras para explicar para os interessados as vantagens dos recém criados fundos instituídos.

Através dos novos fundos os sindicatos e entidades de classe poderão criar entidades de previdência complementar sem fins lucrativos ou fechar convênios com fundos de pensão já existentes. Com isto, o ministério pretende atrair funcionários de pequenas e médias empresas, que não têm condições de patrocinar individualmente um plano.

Potencial de crescimento

Atualmente, segundo dados da Abrapp (Associação Nacional de Entidades Fechadas de Previdência Complementar) os fundos de pensão contam com um total de ativos de cerca R$ 200 bilhões, e como tais são os maiores investidores do mercado de capitais brasileiro.

A intenção do governo seria criar um círculo virtuoso através do qual estes recursos seriam canalizados para investimentos de longo prazo em infra-estrutura, por exemplo, ajudando não só à retomada do crescimento econômico como também à diminuição das desigualdades sociais.

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De forma a ilustrar o potencial de crescimento do setor no Brasil, o ministro lembra que em países onde este setor é mais desenvolvido a participação dos fundos de pensão no total da economia é muito maior que no Brasil (13%). Este é o caso, por exemplo, da Holanda (113%), do Reino Unido (85%), dos EUA (70%) e até mesmo de alguns países emergentes como o Chile (51%).