Renda fixa

Número de investidores com saldo no Tesouro Direto atinge marca histórica de quase 1,9 milhão em fevereiro

Com avanço da taxa Selic, vendas de títulos com remuneração atrelada à taxa básica de juros representam 60% e desbancam papéis indexados à inflação

Por  Bruna Furlani

Impulsionado pela maior atratividade da renda fixa com o avanço dos juros para patamares de dois dígitos, o número de investidores ativos no Tesouro Direto chegou à marca de quase 1,9 milhão em fevereiro deste ano. Trata-se do maior número de investidores posicionados na série histórica, que começou em agosto de 2005. Os dados estão disponíveis no Balanço do Tesouro Direto.

De acordo com o órgão, o número representa um aumento de 26,7% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em relação a janeiro, houve o registro de mais de 35 mil novos investidores ativos.

Segundo o Tesouro Nacional, entram nessa conta os investidores que estão atualmente com saldo em aplicações no programa do Tesouro Direto. O dado é diferente do número de investidores cadastrados, que inclui pessoas que tiveram o cadastro feito por bancos ou corretoras, mas que não possuem necessariamente uma aplicação na plataforma.

Destaque também para as captações líquidas (vendas subtraídas de resgates) que chegaram a R$ 1,52 milhão em fevereiro, considerando aplicações de R$ 3,19 bilhões e retiradas de R$ 1,67 bilhão.

Segundo o Tesouro, no mês passado, entre os papéis mais demandados estão o Tesouro Selic, com participação de 60% nas vendas de fevereiro. O percentual de compras do papel vem aumentando nos últimos meses ajudado pelo fato de que o retorno do título está atrelado à taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está em 11,75% ao ano.

Apenas para se ter uma ideia, em fevereiro do ano passado, quando os juros estavam em 2% ao ano, os papéis mais demandados eram os com remuneração indexada à inflação (Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com juros semestrais), com participação de 41,2% nas vendas. Na época, o Tesouro Selic respondia por 33,5% das vendas e na sequência, os prefixados por 25,3% do total.

Em fevereiro deste ano, a situação se inverteu: papéis com remuneração atrelada à inflação representaram 29% das vendas. Enquanto isso, os prefixados corresponderam a cerca de 11%.

Quanto ao prazo, a maior parcela das vendas se concentrou em títulos com vencimento entre um e cinco anos, que alcançaram 55,70% do total. As aplicações em títulos com vencimento acima de 10 anos representaram 12,74%, enquanto os títulos com vencimento de 5 a 10 anos corresponderam 31,55% do total.

As aplicações de até R$ 1 mil representaram 62,18% das operações de investimento no mês. O valor médio por operação foi de R$ 6.448,42.

Participação de mulheres recua em um ano

Outro número que chamou a atenção é que a participação do público feminino entre os investidores cadastrados recuou nos últimos 12 meses. Segundo o Tesouro Nacional, o número total de investidores cadastrados era de 17,3 milhões agora. Desses, 71,0% eram homens e 29,0% eram mulheres.

Em fevereiro de 2021, o número de investidores era menor e girava em torno de 9,8 milhões. Desse montante, 33,0% eram de mulheres e 67,1% eram de homens.

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