Novos recursos do FMI elevam reservas brasileiras e exigem maior controle de gastos

O Banco Central anunciou o ingresso da primeira parcela do novo acordo firmado em 14 de setembro com o Fundo Monetário Internacional. Ficou acordado que o Brasil teria à sua disposição um total US$ 15,65 bilhões por quinze meses, sendo que a primeira parcela de US$ 4,72 bilhões poderia ser sacada imediatamente, o que incorporou […]

O Banco Central anunciou o ingresso da primeira parcela do novo acordo firmado em 14 de setembro com o Fundo Monetário Internacional. Ficou acordado que o Brasil teria à sua disposição um total US$ 15,65 bilhões por quinze meses, sendo que a primeira parcela de US$ 4,72 bilhões poderia ser sacada imediatamente, o que incorporou recursos às reservas internacionais. O restante poderá ser sacado até o final de 2002, quando o atual governo de FHC chega ao fim.

As reservas internacionais brasileiras no conceito de liquidez internacional registraram na sexta-feira, dia 29 de setembro, um saldo de US$ 40,069 bilhões, segundo informou o Banco Central. Este resultado é cerca de US$ 4,778 bilhões superior ao registrado na quinta-feira, 27 de setembro, quando foram apuradas em US$ 35,291 bilhões. Há um mês, em 28 de agosto deste ano, as reservas internacionais eram de US$ 34,636 bilhões.

Com o ingresso destes novos recursos o governo brasileiro se prepara para uma possível deterioração da condição internacional do mercado financeiro. No mesmo sentido, ao contrabalançar o déficit em conta concorrente, a menor previsão de crescimento do PIB, a retração do fluxo de investimentos e um aperto da política fiscal, o governo pretende controlar a dinâmica da dívida. De qualquer forma, confiando no controle dos gastos para que a relação entre superávit primário e PIB fique em 3,35% em 2001 e em 3,5% em 2002, o governo garante que não modificará o orçamento social e do setor energético nos próximos meses.