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Tesouro Direto: taxas de títulos públicos sobem nesta quinta-feira, após 10 dias de queda

Mercado tem dia de correção, com investidores de olho em impasses em Brasília sobre a votação do crédito suplementar para cumprir a regra de ouro do governo

Dinheiro
(Andrzej Rostek)

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda dos papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentam alta nesta quinta-feira (6). Este é o primeiro aumento depois de dez dias de queda dos prêmios dos papéis prefixados.

Entre os principais destaques do dia está a afirmação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, à GloboNews, de que o modelo instituído pelo Planalto para se relacionar com o Congresso "não está funcionando". As declarações acontecem em meio ao adiamento da votação do crédito suplementar na Comissão Mista do Orçamento para cumprir a regra de ouro, remarcada para hoje.

No exterior, o mercado monitora a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que manteve sua taxa de juros inalterada em 0% e sinalizou que os estímulos à economia europeia devem continuar por mais tempo, em meio aos temores do impacto da disputa comercial sobre a atividade mundial.

No Tesouro Direto, o papel prefixado com vencimento em 2022 oferecia retorno de 6,93% ao ano, ante 6,86% a.a. ontem. Já o título com vencimento em 2025 pagava prêmio anual de 7,90%, ante 7,80% a.a. na quarta-feira. O investidor pode adquirir o título integralmente por R$ 655,26 ou aplicar uma quantia mínima de R$ 32,76 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação).

Nesses títulos, o investidor sabe exatamente a rentabilidade que irá receber se mantiver o investimento até a data de vencimento. Além disso, por terem rentabilidade predefinida, seu rendimento é nominal, ou seja, é necessário descontar a inflação para obter o retorno real da aplicação.

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O movimento de alta nas taxas também é encontrado nos papéis indexados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O papel com vencimento em 2035 pagava 3,94% ao ano, ante 3,93% a.a. ontem. Já o Tesouro IPCA+ com juros semestrais e vencimento em 2050 oferecia rentabilidade de 4,05% ao ano, ante prêmio anual de 4,01% na véspera.

Confira, abaixo, os preços e as taxas dos títulos do Tesouro Direto nesta quinta-feira:
Título
Vencimento
Taxa de Rendimento (a.a.)
Valor Mínimo
Preço Unitário
Indexados ao IPCA  
Tesouro IPCA+ 2024 15/08/2024 IPCA + 3,63% R$ 53,72 R$ 2.686,31
Tesouro IPCA+ 2035 15/05/2035 IPCA + 3,94% R$ 34,97 R$ 1.748,62
Tesouro IPCA+ 2045 15/05/2045 IPCA + 3,94% R$ 35,68 R$ 1.189,41
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026 15/08/2026 IPCA + 3,67% R$ 37,52 R$ 3.752,34
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 15/05/2035 IPCA + 3,87% R$ 40,43 R$ 4.043,21
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050 15/08/2050 IPCA + 4,05% R$ 43,86 R$ 4.386,48
Prefixados  
Tesouro Prefixado 2022 01/01/2022 6,93% R$ 33,67 R$ 841,95
Tesouro Prefixado 2025 01/01/2025 7,90% R$ 32,76 R$ 655,26
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2029 01/01/2029 8,23% R$ 34,65 R$ 1.155,15
Indexados à Taxa Selic  
Tesouro Selic 2025 01/03/2025 Selic + 0,02% R$ 101,37 R$ 10.137,57

Fonte: Tesouro Direto

Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho. Além disso, há incidência de Imposto de Renda sobre os rendimentos, alíquota que varia de acordo com o período de investimento (tabela regressiva).

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