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Os títulos do Tesouro Direto favoritos dos brasileiros

Os títulos IPCA+, sem juros semestrais, são os favoritos dos brasileiros, com 48,1% do estoque total de títulos vendidos

SÃO PAULO - A maior parte dos títulos do Tesouro Direto que estão nas mãos dos brasileiros é remunerada por juros mais correção da inflação do período. É o que aponta o balanço do Tesouro Nacional com os dados atualizados até maio deste ano. 

Os títulos IPCA+, sem juros semestrais, são os favoritos dos brasileiros, com 48,1% do estoque total de títulos vendidos. Na sequência estão os títulos IPCA+ com juros semestrais, com 12,7% do total. Juntos, os ativos que protegem o investidor da perda do poder de compra devido à inflação somam 61% do estoque de títulos colocados no mercado pelo governo federal. 

O Tesouro Selic, conhecido por ser uma opção de "aplicações para emergências", por ter liquidez diária e não penalizar o investidor que sacar o valor antes da data do vencimento, responde por 24,7% dos estoques totais de títulos vendidos. Os prefixados, que pagam taxa fixa de juros e não garantem cobertura da inflação, são 14,3% dos títulos nas mãos dos investidores. 

Levando em consideração apenas o mês de maio, o cenário muda. O título mais demandado pelos investidores foi o Tesouro Selic, com 42,3% das vendas no mês passado. Os títulos indexados à inflação (Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais) corresponderam a 35,4% do total e os prefixados responderam por 22,3%.

A "fuga" de investidores da renda fixa, em meio a menor taxa de juros da história do país e a inflação baixa, para ativos mais arriscados, ao mesmo tempo em que é necessário ter investimentos seguros e de liquidez diária ,ajudam a explicar a distribuição dos investimentos no Tesouro Direto no mês passado. 

Leia também: Aprenda - definitivamente - a comprar títulos no Tesouro Direto

Como escolher um título? 
Dentre as opções existentes, qual título é o mais indicado para comprar agora? O professor do InfoMoney, Alan Ghani, explicou quais dos títulos disponíveis têm taxas mais atrativas, para que tipo de objetivo cada título é mais indicado e como escolher das datas de vencimentos mais adequadas no programa “Tesouro Direto com Ganhos Turbinados” (confira no player abaixo).

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Rentabilidade
Apesar da turbulência observada em todo o mercado financeiro desde meados de maio, especialmente com o início da greve dos caminhoneiros, alguns títulos do Tesouro Direto seguem com retornos elevados no acumulado dos últimos 12 meses. É o caso do Tesouro Prefixado 2021, que tem valorização de 14,74% nos últimos 12 meses até maio. O segundo título com maior rendimento no período é o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026, com alta de 10%.

Veja os dados de rentabilidade no mês, 2018 e 12 meses de todos os títulos disponíveis: 

Título Vencimento Rentabilidade bruta no mês Rentabilidade bruta no ano Rentabilidade bruta em 12 meses
Tesouro Prefixado 2021 01/01/2021 -1,76% 3,83% 14,74%
Tesouro Prefixado 2025 01/01/2025 -8,18% - -
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2029 01/01/2029 -8,50% - -
Tesouro IPCA+
com Juros Semestrais 2026
15/08/2026 -4,16% 0,95% 10,00%
Tesouro IPCA+
com Juros Semestrais 2035
15/05/2035 -4,81% -0,05% 7,34%
Tesouro IPCA+
com Juros Semestrais 2050
15/08/2050 -6,19% -1,23% 5,43%
Tesouro IPCA+ 2024 15/08/2024 -4,41% 1,46% 9,11%
Tesouro IPCA+ 2035 15/05/2035 -6,53% -1,65% 4,71%
Tesouro IPCA+
2045
15/05/2045 -10,50% -4,57% 2,66%
Tesouro Selic 2023 01/03/2023 0,28% 2,33% 7,74%

Observando apenas o curto prazo, a esmagadora maioria dos títulos teve desvalorização no mês de maio, conforme dados do balanço do Tesouro Direto, divulgado na sexta-feira (22). Isso traz incertezas e receios para quem já está nesse tipo de investimentos e também para quem interesse em entrar. 

Se, de um lado, a disparada nos juros faz com que quem já detenha títulos veja sua rentabilidade derreter, o momento é de oportunidade para quem quer comprar. Segundo o professor do InfoMoney, Alan Ghani, quem acredita que a turbulência é passageira e as taxas devem recuar no futuro, pode obter ganhos turbinados ao comprar a taxa agora, mais elevada. Quem levar até o vencimento também lucra mais comprando hoje do que quem comprou antes de maio. 

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