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Qual a relação entre a taxa Selic e a inflação?

Bruno Ponciano, assessor de investimentos da Aequilibrium, esclareceu a dúvida

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(Paulo Whitaker/Reuters)

SÃO PAULO - Nesta quarta-feira (20), às 18h, o Copom (Comitê de Política Monetária) decidirá o futuro da Selic, hoje em 6,5%. Especialistas esperam que a esta taxa seja mantida, mas a decisão ainda pode surpreender o mercado - como na última reunião, em que o Copom decidiu manter a taxa mesmo a expectativa sendo de um corte. 

Ao mesmo tempo em que muitos brasileiros não entendem o que é a Selic e como ela impacta seu dia a dia, também fica a dúvida da relação dela e a inflação brasileira, indicada mensalmente através do IPCA.

Eles são indicadores diferentes: a Selic é definida pelo Banco Central a cada 45 dias, nas reuniões do Copom, enquanto o IPCA é determinado pela lei da oferta e demanda do mercado – ou seja, indica o aumento de preços de uma determinada cesta de produtos, causado pelo crescimento da demanda e redução na oferta.

Qual a relação?
Como explica o assessor de investimentos Bruno Ponciano, da Aequilibrium Investimentos, a Selic é uma ferramenta do governo para controlar a inflação (no caso, o IPCA). Quando o governo aumenta a Selic, ele torna o dinheiro “mais caro” e dificulta o acesso a ele, pois aumentam os juros do cartão de crédito, cheque especial e empréstimos.

“Quando o governo faz esse aumento, ele está tentando dizer pro indivíduo que não é a hora de comprar, tomar decisões de compra mais caras”, disse Ponciano. No longo prazo, essa estratégia controla a inflação.

Por outro lado, quando há uma redução na Selic, a intenção é a contrária: movimentar a economia e trazer crescimento. Com fácil acesso ao dinheiro, o indivíduo consome mais -- a série de doze reduções seguidas do Selic tiveram justamente esse objetivo.

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