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"2019 será bem mais complicado", afirma analista da XP sobre economia brasileira

Os analistas Gustavo Cruz, Roberto Indech e Thiago Salomão discutiram os próximos acontecimentos econômicos e políticos e os impactos esperados nos investimentos

SÃO PAULO - A volatilidade já era esperada para o ano de 2018 em virtude das eleições presidenciais com um caminho que se mostra ainda bastante imprevisível. No entanto, a turbulência vista em maio, trazida especialmente pela paralisação dos caminhoneiros derrubou o Ibovespa em quase 11%, no seu pior desempenho em três anos e meio, e levou o dólar a R$ 3,80.

Para discutir os próximos acontecimentos econômicos e políticos e os impactos esperados nos investimentos, o InfoMoney traz uma mesa redonda com Gustavo Cruz, economista e analista da XP Investimentos, Roberto Indech, analista-chefe da Rico Investimentos, e Thiago Salomão, editor-chefe do InfoMoney e analista responsável pela Carteira InfoMoney. Os analistas sugerem ainda as melhores aplicações em renda fixa e variável para os próximos meses.

Confira no player acima o programa completo e, abaixo, os principais destaques:

Impactos da greve nos preços
"Vamos começar a ver números mais fortes para o finalzinho de maio e para os dados de junho, mas é um consenso que isso é transitório. Não para ficar preocupado com os dados de inflação", conta Gustavo Cruz, destacando que a política monetária adotada atualmente pelo Banco Central não deve sofrer alteração.

E a retomada da economia?
Se, de um lado, a ligeira aceleração da inflação não deve preocupar os investidores, o ritmo de recuperação da economia foi quebrado, segundo Cruz, que prevê impacto negativo da paralisação dos caminhoneiros no PIB (Produto Interno Bruto) do segundo trimestre.

"Se estávamos vendo dificuldade de ver no Focus os economistas falarem em 3% de crescimento na economia desse ano, já tem gente falando em metade disso", diz. Gustavo Cruz afirma que os investidores devem acompanhar a divulgação de dados de confiança para entender melhor a dimensão dos impactos.

Impacto no desempenho das empresas
Gustavo Cruz aponta que diversas companhias já sugerem "prejuízo milionário" no período de paralisação dos caminhoneiros que afetou a atividade - comércio e produção - de diversos segmentos no país. Os números devem ser evidenciados na divulgação dos balanços do segundo trimestre.

Dólar encosta em R$ 3,80
Gustavo Cruz vê como adequado o patamar atual do dólar, uma vez que há preocupações sobre a política monetária dos Estados Unidos - o ritmo de aumento de juros poderia subir de 3 para 4 neste ano - e os fundamentos brasileiros estão fracos. Para o fim de 2018, o real pode se valorizar se um candidato à presidência reformista ganhar as eleições presidenciais.

Eleições
Com o elevado número de eleitores que têm declarado intenção de votar branco ou nulo nas eleições presidenciais deste ano, Gustavo Cruz acredita que o vencedor do pleito não ter deve aprovação da maioria dos brasileiros, como ocorreu em 1998. "Isso significa que o próximo presidente terá bem mais dificuldade de governar o país. Não será um presidente com amplo apoio popular que chegará no Congresso e bancar as reformas que precisam ser feitas", diz Cruz.

"2019 será bem mais complicado do que se espera porque mesmo que o candidato não conseguirá aprovações facilmente. Será um entrave gigantesco em 2019 para melhorar a situação fiscal do Brasil", acrescenta Cruz.

Situação fiscal
A meta deste ano é déficit de R$ 159 bilhões e esse número parecia "muito factível" no início do ano, mas Cruz afirma que o cenário mudou muito desde o fim do ano passado, quando o valor foi fixado, e que a arrecadação de impostos do governo será impactada pelas medidas adotadas para encerrar a greve (subvenção de combustíveis) e também pelo menor crescimento da economia. 

Onde investir em renda variável?
Thiago Salomão destaca que junho é um mês para montar uma posição de defesa em vez de tentar ganhar com alguma ação que esteja barata e possa apresentar repique. "Cenário econômico só vemos downside e o cenário político que já era incerto está ficando cada vez mais incerto. Já estamos em junho e não sabemos como será a corrida eleitoral", justifica Salomão, enfatizando que os candidatos reformistas ainda se mostram pouco significativa nas pesquisas de intenção de voto. 

"Ainda acredito que a Bolsa pode ter um ciclo de alta, mas do jeito que estamos indo, essa recuperação pode demorar ou ser postergada. Não vale a pena sair comprando só porque caiu tudo. É melhor fazer uma seleção bem interessante para preservar o patrimônio", avalia Salomão.

Onde investir em renda fixa?
Roberto Indech recomenda que a alocação em renda fixa seja direcionada para ativos de crédito privado, como CRIs e CRAs. 

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