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A reação do Tesouro Direto ao Datafolha e ataques na Síria; e como investir agora

Movimentações domésticas e externas mexem com as taxas do Tesouro Direto; professor Alan Ghani explica o que fazer 

SÃO PAULO - Em ano conturbado de eleições presidenciais, e instabilidade internacional, como as pesquisas de intenções de voto e as notícias de ataque na Síria, por exemplo, podem afetar os títulos do Tesouro Direto? Esta é a questão debatida pelo professor do InfoMoney Educação Alan Ghani no programa Tesouro Direto Com Ganhos Turbinados nesta quinta-feira (19). O programa está disponível por completo no player acima. 

Para o especialista, momentos como este ano podem gerar sentimento de pânico no investidor com foco no curto prazo. De maneira geral, é importante visualizar uma estratégia, na medida do possível, blindada das oscilações muito pontuais. 

Contexto

Divulgada no último domingo (15), a pesquisa eleitoral mais recente do Datafolha revela queda na intenção de voto para o ex-presidente Lula, mas o mantém no topo com 31%, mesmo preso. Em um cenário onde o pré-candidato não disputa as eleições, Jair Bolsonaro e Marina Silva são os destaques, com 17% e 15% das intenções de voto. Ao mesmo tempo, 30% dos brasileiros afirmam que votariam no candidato apoiado por Lula e 16% considerariam, enquanto 52% dizem que jamais votariam neste presidenciável. 

Já no cenário externo, um ataque à Síria na última sexta-feira (13) criou cenário de medo e debates a respeito da possibilidade de uma terceira Guerra Mundial com a hostilidade alimentada entre Rússia e Estados Unidos. Embora fora do país, eventos como este também tendem a movimentar as taxas de juros por aqui, criando uma montanha-russa nas taxas do Tesouro no curto prazo. 

Confira os títulos do Tesouro Direto disponíveis atualmente:

Título
Vencimento
Taxa de Rendimento (% a.a.)
Valor Mínimo
Preço Unitário
Indexados ao IPCA  
Tesouro IPCA+ 2024 15/08/2024 4,51 R$46,47 R$2.323,80
Tesouro IPCA+ 2035 15/05/2035 5,24 R$38,61 R$1.287,06
Tesouro IPCA+ 2045 15/05/2045 5,24 R$30,93 R$773,40
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026 15/08/2026 4,58 R$33,94 R$3.394,26
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 15/05/2035 5,05 R$34,75 R$3.475,98
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050 15/08/2050 5,14 R$35,14 R$3.514,51
Prefixados  
Tesouro Prefixado 2021 01/01/2021 7,84 R$32,63 R$815,97
Tesouro Prefixado 2025 01/01/2025 9,49 R$32,73 R$545,60
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2029 01/01/2029 9,70 R$31,51 R$1.050,36
Indexados à Taxa Selic  
Tesouro Selic 2023 01/03/2023 0,01 R$94,61 R$9.461,61

Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F): o investidor sabe exatamente quanto receberá no momento da compra, mas o fluxo de pagamento é diferente: nesse título público, o investidor recebe pagamentos a cada seis meses, que funcionam como uma antecipação da rentabilidade contratada.

Tesouro Selic (LFT): esse é um título público em que o rendimento é totalmente atrelado à taxa Selic, o que normalmente é indicado para investidores de perfil mais conservador. Essa taxa tem a sua meta definida pelo Copom (Comitê de Política Monetária), a cada 45 dias, e que hoje está em 6,75% ao ano. O pagamento é feito apenas após a data de vencimento. 

Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal): a rentabilidade desse título público é dividida em duas partes: uma parcela prefixada e outra parcela atrelada ao IPCA, o índice oficial de inflação usado pelo Governo. Essa composição garante que o investidor sempre terá um retorno acima da inflação, e por isso costuma ser indicado para aplicações de longo prazo. O pagamento é feito apenas após a data de vencimento. 

Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B): Semelhante ao IPCA+, a rentabilidade também é dividida entre uma taxa prefixada e a variação do IPCA, mas com a diferença de que o Tesouro Nacional realiza pagamentos semestrais, para quem busca complementar a renda com os títulos públicos.

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