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Brasileiro pode ter visto dos EUA investindo em mercado que movimenta US$ 2,3 trilhões

Para especialistas, mercado de franquias dos EUA é mais maduro que o Brasileiro e oferece bom equilíbrio entre segurança e rentabilidade

Casa nos Estados Unidos
(Shutterstock)

SÃO PAULO – Viver nos Estados Unidos ainda é desejo de brasileiros em busca de oportunidades. De acordo com dados do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), atualmente, mais de 1,3 milhão de brasileiros residem legalmente no país.

Existem três caminhos disponíveis para o estrangeiro que busca o visto de moradia por meio de investimentos – ganhando a possibilidade de solicitar o Green Card. O primeiro é o E-2, disponível apenas para cidadãos de países com tratado comercial com os EUA - o Brasil não é um deles, mas você pode acessar a lista aqui.

O segundo deles, este disponível para brasileiros, é o L1, que parte da abertura de uma filial de empresa brasileira nos EUA com investimento de US$ 150 mil. Outro, mais conhecido, é o EB-5, que possui obrigatoriedade de investimento mínimo de US$ 500 mil em instituições norte-americanas que visem desenvolvimento. A partir destas duas frentes, é possível solicitar o visto de moradia.

Entre as obrigatoriedades para a obtenção do visto está a geração de emprego. No caso do EB-5, ao menos 10 norte-americanos devem ser empregados a partir do investimento do solicitante. Para Jack Findaro, diretor financeiro da Visa Franchise, que trabalha com ambos os tipos de vistios, uma das frentes mais promissoras para o investidor é o mercado de franquias norte-americanas.

“Geralmente a pessoa que está se mudando para os Estados Unidos pode se beneficiar de entrar em um modelo de negócio já estabelecido. Não ter de criar do zero, artificialmente, ajuda muito a pessoa que está entrando em um mercado desconhecido”, explica o executivo. Segundo dados levantados pela companhia, o segmento de franquias movimentou, direta ou indiretamente, US$ 2,3 trilhões no país.

O trabalho da Visa Franchise é o de orientar empresários brasileiros para atuação no exterior. Segundo Bruno Bezerra, gerente de relacionamento da empresa baseado no Brasil, a empresa trabalha com 75 franquias, entre elas uma brasileira, mas apresenta a cada investidor aquelas com que ele mais irá se identificar. “O que a gente faz é auxiliar esses investidores que têm interesse mas não têm expertise no mercado”, explica.

De acordo com os representantes, o tempo para recuperar o investimento gira em torno de 2 a 4 anos. “Mas depende muito da pessoa. Estar lá todos os dias, investindo tempo no negócio, buscando clientes, ajuda muito a otimizar os resultados. Se a pessoa quer o visto mas precisa estar mais ausente, deixando a operação nas mãos de outros responsáveis, naturalmente demora mais”, explica Findaro.

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