“Não existe qualquer decisão”, afirma CSHG sobre venda de gestora de FIIs para o Pátria

Na semana passada, jornal havia destacado que a operação brasileira do Credit Suisse havia sido vendida por US$ 160 milhões

Wellington Carvalho

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A Credit Suisse Hedging-Griffo (CSHG) – gestora de fundos imobiliários controlada pelo Credit Suisse no Brasil – comunicou ao mercado, nesta segunda-feira (4), que, até o momento, ainda não tem uma decisão sobre a incorporação do grupo pelo Pátria Investimentos.

Na semana passada, a coluna Broadcast, do Estadão, destacou que a gestora havia comprado a CSHG em uma transação de US$ 160 milhões. Apesar de confirmar negociações para a venda da empresa, a CSHG nega já ter chegado a um acordo.

“Continuamos analisando uma potencial venda das atividades da administração e gestão dos FIIs e, nesse contexto, informamos que está sendo conduzido um processo competitivo, incluindo negociações com potenciais compradores”, explica comunicado da CSHG. “A administradora ressalta que, até o momento, não existe qualquer decisão final, acordo, contrato ou obrigação vinculante de venda, cessão ou transferência, a qualquer título, das atividades”, complementa o texto.

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No comunicado, a CSHG explica que o negócio faz parte da estratégia do Grupo UBS na Suíça (Grupo UBS), na qualidade de controlador do grupo Credit Suisse e indiretamente da administradora.

“[O novo controlador está] em processo de integração de suas atividades com a operação global anteriormente detida pelo Credit Suisse”, reforça o fato relevante divulgado hoje.

Juntos, os FIIs da CSHG somam quase de R$ 14 bilhões em patrimônio líquido. O do HGLG11, por exemplo, maior fundo de logística em número de cotistas – 424 mil – soma R$ 5,1 bilhões.

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Ifix hoje:

Na sessão desta segunda-feira (4), o Ifix – índice dos fundos imobiliários mais negociados na Bolsa – opera no campo positivo. Às 10h32, o indicador registrava alta de 0,20%, aos 3.181 pontos. Confira os demais destaques do dia.

Maiores altas desta segunda-feira (4):

Ticker Nome Setor Variação (%)
CPFF11 Capitânia Reit Híbrido 1,89
RZAK11 Riza Akin Títulos e Val. Mob. 1,72
HCTR11 Hectare Títulos e Val. Mob. 1,52
VGIR11 Valora RE Títulos e Val. Mob. 1,46
RZAT11 Riza Arctium Real Estate Híbrido 1,39

Maiores baixas desta segunda-feira (4):

Ticker Nome Setor Variação (%)
KNSC11 Kinea Securities Títulos e Val. Mob. -1,13
[ativo=BROF11] BRPR Corporate Offices Lajes Corporativas -1,07
TEPP11 Tellus Properties Lajes Corporativas -1
LGCP11 LOGCP Inter Logística -1
HTMX11 Hotel Maxinvest Hotel -0,99

Fonte: B3 

FII eleva dividendo em 30%, crava maior alta no mês e 88 mil investidores têm pequeno alívio em novembro

O FII Versalhes RI (VSLH11) encerrou novembro com valorização de 21%, a maior alta entre os principais fundos imobiliários do mercado. O desempenho ajudou na performance do Ifix – índice dos FIIs mais negociados da B3 –, que subiu 0,66% e voltou ao campo positivo – após queda de 1,97% em outubro.

Os dados são da Economatica, plataforma de informações financeiras, e tomam como base apenas os 109 fundos da carteira teórica do Ifix. O desempenho considera a valorização da cota e os dividendos distribuídos no período.

Dos fundos monitorados, 40 registraram queda no penúltimo mês de 2023. O BTG Pactual Agro Logística (BTAL11) encabeçou a lista das maiores perdas, com baixa de 9% no período.

Os FIIs híbridos – que investem em mais de uma classe de ativos – tiveram retorno médio de 2,2%, o maior entre os principais segmentos do mercado, aqueles com pelo menos 4 representantes. Confira o desempenho dos demais tipos de fundos imobiliários em novembro.

FIIs de “tijolo” têm retorno 4 vezes maior do que fundos de “papel” em 2023

O mercado de fundos imobiliários acumula valorização de mais de 10% ao longo do ano e boa parte do desempenho pode ser atribuída aos FIIs de “tijolo” – que investem diretamente em imóveis.

Focada em espaços como escritórios, shoppings e galpões logísticos, esta classe de FII apresenta valorização de 16,1% em 2023, de acordo com o Índice Teva de Fundos Imobiliários de Tijolo (ITIT).

O desempenho é quase quatro vezes maior do que os 4,5% do Índice Teva de Fundos Imobiliários de Papel (ITIP) – que monitora os FIIs que têm no portfólio títulos de renda fixa atrelados a indicadores de inflação e à taxa do CDI.

O comportamento dos FIIs de “tijolo” também está em linha com a expectativa do mercado, que vê na redução dos juros e na apreciação dos imóveis gatilhos para destravar valor desses fundos.

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Wellington Carvalho

Repórter de fundos imobiliários do InfoMoney. Acompanha as principais informações que influenciam no desempenho dos FIIs e do índice Ifix.