Na bolsa: empresas do ISE poderão ser avaliadas por acessibilidade

Assunto pode ser incluído em questionário do ISE este ano, incluindo a acessibilidade arquitetônica

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SÃO PAULO – O ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial) da BM&F Bovespa, cujo questionário a ser aplicado para as empresas que são incluídas está em consulta pública, recebeu sugestões para abordar a análise da acessibilidade.

A vereadora Mara Gabrilli aproveitou o período de consulta, que vai de 29 de maio a 25 de junho, e enviou sugestões de perguntas para avaliar o comprometimento empresarial com a inclusão de pessoas com deficiência.

O índice

O ISE foi criado em 2005 com o objetivo de diferenciar as empresas no mercado de ações que adotam práticas sustentáveis das demais. “A Bovespa, em conjunto com outros agentes do mercado, alguns anos atrás decidiu criar um índice que medisse as empresas que se preocupam com a sustentabilidade”, explicou a gerente de Renda Variável da BM&F Bovespa, Adriana Sanches.

Essa carteira permite ao investidor aplicar seu dinheiro em ações de empresas que se destacam pela sua responsabilidade socioambiental corporativa. Isso pode gerar um investimento mais seguro no longo prazo, já que as empresas do índice são mais preparadas para enfrentar riscos econômicos, sociais e ambientais.

O índice é diferente de todos os outros da bolsa, pois requer ação por parte das empresas. Em primeiro lugar, é feita uma seleção: só podem entrar no índice as 650 empresas mais líquidas da bolsa. As empresas que passam por essa triagem são convidadas a responder um questionário sobre governança corporativa, aspectos ambientais etc. A FGV (Fundação Getulio Vargas) avalia e é feita a escolha da carteira.

“Todo ano, essa lista é revista. Em abril, definimos as empresas com mais liquidez. Então, o questionário em vigor entra em audiência pública e as pessoas podem opinar. Esse procedimento, neste ano, começou em 29 de maio e termina agora em 25 de junho. No começo, tinha muita contribuição, mas agora os ajustes são mais pontuais. Finalizado, as empresas respondem o questionário e, durante outubro e novembro, ele é avaliado. Em várias questões, a FGV pede comprovação dos dados”, disse Adriana.

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A questão da acessibilidade ganhou novas questões este ano, incluindo a acessibilidade arquitetônica, produtos e serviços acessíveis e a capacitação profissional para a inclusão da diversidade.