Mulheres atingem 52% em pedidos de empréstimo nos programas de microcrédito

Como chefes de família ou para completar a renda, mulheres usam microcrédito para investimento em atividades

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SÃO PAULO – Entre os empréstimos feitos em instituições de microcrédito, habilitadas pelo Programa de Microcrédito Produtivo Orientado do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE), mais da metade (52%) são para as mulheres.

Elas assumem o empréstimo para complementar a renda familiar trabalhando em casa ou mesmo como chefes de família, para pagar contas e sustentar os filhos. As empreendedoras se tornam cada vez mais alvo ideal para os programas de crédito.

Programas

Em Lages (SC), existe desde 1998 o Banco da Família, que tem um público feminino representando 61,18% dos 3.859 clientes ativos. O banco atua em Lages e em mais quatro municípios da serra catarinense, além dos municípios de Vacaria e Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul.

A Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) atua diretamente na comunidade, com representantes que batem de porta em porta. O valor mínimo do empréstimo é de R$ 200 e, o máximo, de R$ 10 mil, mas a média de valores emprestados, segundo a gerente de crédito Cristiane de Sá Rodrigues, é de R$ 1,8 mil.

A carteira de crédito está, atualmente, em R$ 5 milhões. Cerca de dois anos é o prazo mínimo para pagamento do empréstimo, com juros de 3,9% ao mês. O percentual de inadimplência é de cerca de 1,5%, mais alto do que no ano passado, quando ficou em 1%.