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SÃO PAULO – A Moody’s Investor Services, agência internacional de classificação de risco de crédito, elevou a perspectiva do rating atribuído à República Federativa do Brasil de B1 para títulos e notas e de B2 para depósitos bancários de estável para positiva. Ao mesmo tempo a agência colocou em perspectiva estável o rating em moeda local dos títulos públicos.
Resposta brasileira às crises motivou elevação
Segundo a agência, a alteração da perspectiva reflete a disciplina fiscal das autoridades brasileiras, o fortalecimento macroeconômico do país e sua habilidade em lidar com os choques a que ficou exposto no ano passado. Entre os choque externos estão a turbulência econômica da Argentina e a desaceleração econômica mundial, enquanto internamente a agência cita a crise de energia. Além disso, a Moody’s ressalta que espera que as autoridades do país continuem mantendo a postura de adoção de políticas eficientes em antecipação a choques futuros.
Superávit fiscal e eleições serão acompanhados de perto
A agência informou ainda que continuará monitorando de perto a manutenção dos superávits primários registrados pelas contas do Governo, o que deve contribuir para que o país mantenha a dinâmica do endividamento público sob controle. Ao mesmo tempo, a Moodys manterá a atenção ao cenário político, frente à proximidade das eleições presidenciais, programada para outubro de 2002. “A partir dos pontos de vantagem registrados hoje, as eleições não deverão modificar os impulsos gerais ou as direções econômicas e as reformas”, na opinião de Ernesto Martinez-Alas, vice-presidente sênior de crédito da Moody’s.
Mercado responde positivamente
A resposta do mercado financeiro parece ter sido imediata. A Bovespa elevou seus ganhos no dia para 1,23%, com o Ibovespa cotado a 14.135 pontos. Ao mesmo tempo em que o dólar intensificou a queda frente ao real. O dólar comercial está sendo cotado a R$ 2,355 na compra e R$ 2,358 na venda, forte baixa de 1,54% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 2,49, representando um ágio de 5,73% em relação ao dólar comercial.