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SÃO PAULO – Os estoques norte-americanos de óleo para calefação diminuíram 4,1 milhões de barris frente à última semana, devido principalmente à queda nas temperaturas no país. No mesmo sentido, as reservas de derivados de petróleo recuaram 5,0 milhões de barris no período.
Os estoques de petróleo tiveram um expressivo aumento de 3,7 milhões de barris na passagem semanal, enquanto as reservas de gasolina diminuíram em 3,1 milhões de barris. A taxa de utilização da capacidade das refinarias sofreu recuo neste período, passando de 86,6% para 85,2%.
Os dados foram divulgados pelo DOE (Departamento de Energia dos EUA) nesta quinta-feira (22), em seu relatório sobre a variação semanal dos estoques norte-americanos de petróleo e derivados. O documento toma como base a semana terminada no dia 16 de fevereiro.
Variação entre as duas últimas semanas
| Em milhões de barris | Semana atual | Semana anterior | Diferença |
| Óleo bruto | 327.6 | 323.9 | 1.1% |
| Gasolina | 222.1 | 225.2 | -1.4% |
| Derivados | 128.3 | 133.3 | -3.8% |
| Óleo para calefação | 46.7 | 50.8 | -8.1% |
Comparação anual
| Em milhões de barris | Semana 16/02/2007 | Semana 16/02/2006 | Diferença |
| Óleo bruto | 327.6 | 333.4 | -1.7% |
| Gasolina | 222.1 | 224.0 | -0.8% |
| Derivados | 128.3 | 136.7 | -6.1% |
| Óleo para calefação | 46.7 | 55.8 | -16.3% |
Cotação reage com desvalorização em NY
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 58,30
nesta quinta-feira, leve alta de 0,30% em relação ao último fechamento.
Com o desempenho positivo
dessa sessão, o petróleo acumula alta de 1,91% neste mês de fevereiro.
Por sua vez, a variação no ano fica negativa em 3,06%, já que a
commodity encerrou o ano passado cotada a US$
60,14 por barril em Londres.
O contrato com vencimento em abril de 2007, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 60,01 por barril, configurando uma baixa de 0,10% frente ao fechamento anterior.
Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira.
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Como os Estados Unidos são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.
Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.