Mesmo com menor rendimento, poupança é preferência

A captação líquida da caderneta era de R$ 215 milhões em janeiro. Até dia 20 de abril, já acumulava R$ 1,164 bilhão

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SÃO PAULO – Mesmo com a queda de rendimento da poupança, por conta da modificação do cálculo da Taxa Referencial, brasileiros ainda acreditam nesse tipo de investimento. De acordo com dados do Banco Central, a captação líquida da caderneta, em nível nacional, passou de quase R$ 215 milhões em janeiro deste ano, para R$ 1,188 bilhão em fevereiro e R$ 1,546 bilhão em março.

Nos 20 primeiros dias de abril, esse total já é de R$ 1,164 bilhão. Analisando apenas o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (sem contar o rural), esse total é de pouco mais de R$ 746 milhões, neste mesmo período.

Modificação

No início deste ano, o governo federal decidiu modificar o cálculo da TR que, por conseqüência, fez com que os rendimentos da caderneta caíssem. O investimento preferido dos brasileiros, com cerca de 60% das respostas, segundo pesquisa da Quorum Brasil, tem um retorno anual de 6,17%, mais a variação da TR do período.

A TR é atrelada à taxa básica de juros da economia (Selic, atualmente em 12,5% ao ano). Conforme o economista José Dutra Sobrinho, especialista em matemática financeira, caso o Comitê de Política Monetária (Copom) continue na tendência de corte e a taxa finalize o ano em 11,5%, o rendimento da poupança será de 7,97%. Dessa maneira, quem tinha R$ 1 mil aplicado em 1º de janeiro de 2007, terá, 12 meses depois, R$ 1.079,70.

Em 2006, o ganho financeiro foi de 8,33%. Dessa forma, quem tinha R$ 1 mil aplicado em 1º de janeiro do ano passado, exatamente 12 meses depois, em 1º de janeiro de 2007, tinha saldo de R$ 1.083,30.

Preferida

A preferência dos consumidores quando o assunto é poupança parece ser a Caixa Econômica Federal, que atingiu marca recorde em abril. De acordo com a própria instituição, por meio de sua assessoria de imprensa, até 20 de abril, a captação líquida acumulada chega a R$ 3 bilhões. No período, foram abertas mais de um milhão de contas, ampliando a base de clientes para 32,3 milhões.

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Com isso, a CEF captou sozinha 60% do mercado, analisando que até o último dia 16 o volume de captação líquida do BC era de R$ 4,88 bilhões e, o seu, de R$ 2,9 bilhões.