Diz executivo

Mercado imobiliário deve ter seu pior ano da década em 2016; “ainda estamos no fundo”

Para executivo, cenário macroeconômico do país segue em processo de deterioração, mesmo com sinais de recuperação

SÃO PAULO – Em um período marcado pela recessão da economia brasileira, diversos setores estão sendo obrigados a cortarem gastos, reduzirem suas equipes e ainda, estão vendo uma redução na renda mensal. É o caso do mercado de imóveis comerciais em São Paulo que, segundo a assessoria imobiliária Engebanc, está no caminho para o seu pior ano em uma década.

De acordo com a Bloomberg, a cidade de São Paulo, que é a terceira maior economia contribuinte para o PIB (Produto Interno Bruto) do país, atrás apenas do Estado de São Paulo e do Estado do Rio de Janeiro, apresenta 22% de seus 4,9 milhões de metros quadrados desocupados. Os números não param por aí. No primeiro semestre deste ano a taxa de vacância cresceu ainda mais, registrando 6 mil metros quadrados vagos. “O Brasil está passando por uma intensa ‘ressaca’ macroeconômica”, afirmou o CEO da Engebanc, Marcelo Costa à Bloomberg. “Em nossa opinião, ainda estamos no fundo do mercado e podemos levar mais um tempo para sairmos dele”, completa.

O aumento da taxa de vacância tem afetado os proprietários de imóveis em geral, principalmente as chamadas propriedades Classe B, propriedades familiares que não oferecem regalias requeridas por inquilinos. Costa afirma que o cenário também está afetando o aluguel de propriedades Classe A, diminuindo os valores e levando empresas a se mudarem de prédios mais antigos por carecerem de administração profissional. Essa luta pela qualidade, porém, pode acabar uma vez que os edifícios Classe B começarem a cortar custos para garantirem o mínimo de renda mensal.

Apesar de prever um desempenho fraco do mercado pelo resto do ano, Costa permanece otimista: “Nós vemos o Brasil saindo do ringue, onde estava apanhando, e ficando mais animado, com um novo desejo de fazer as coisas acontecerem”. E conclui: “O espírito está mudando, mas isso não significa que o PIB vá recuperar seu crescimento na segunda metade do ano”.