Medida que fixa rendimento mínimo da poupança em 0,5% divide opiniões

Avaliação feita com leitores da InfoMoney revelou que, numa escala de zero a dez, a média ponderada das respostas foi 4,37

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SÃO PAULO – No dia 31 de janeiro, com o objetivo de garantir que as cadernetas de poupança tenham uma remuneração mínima de 0,5% ao mês, o CMN (Conselho Monetário Nacional), alterou a fórmula de cálculo da TR (taxa referencial) – utilizada para remunerar as cadernetas de poupança, as contas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e alguns contratos de financiamento imobiliário.

De acordo com o diretor de Normas do Banco Central, Alexandre Tombini, a mudança evita que, nos meses com poucos dias úteis – como é o caso de fevereiro e que influencia no cálculo da TR – o rendimento da caderneta seja comprometido.

Medida divide opinião de investidores

Avaliação feita com leitores da InfoMoney, que contou com 4.743 participantes, revelou que os investidores estão divididos quanto à decisão do Conselho. Numa escala de zero a dez, a média ponderada das respostas foi 4,37, sendo que, a maioria (37,66%) dos respondentes avaliou a medida com nota mínima e, na seqüência, 23,36% dos leitores do site deram nota máxima para fixação do rendimento mínimo da poupança em 0,5% ao mês.

Que nota você daria para a fixação do rendimento mínimo da poupança em 0,5%? Votos Percentual
0 1.786 37,66%
1 143 3,01%
2 178 3,75%
3 108 2,28%
4 182 3,84%
5 434 9,15%
6 204 4,30%
7 251 5,29%
8 209 4,41%
9 140 2,95%
10 1.108 23,36%
Total 4.743 100%

Mudança não deve atrair mais investidores

Na época do anúncio da medida, o especialista em matemática financeira José Dutra Vieira Sobrinho afirmou que a mudança não faria com que investidores de outras aplicações migrassem para esse investimento mais conservador.

“Na verdade, foi dada uma garantia de que o rendimento não será inferior a meio por cento. Não há qualquer impacto além desse”, afirmou.

Em 2007, segundo dados do Banco Central, a arrecadação líquida da poupança ficou em R$ 33 bilhões. De acordo com a Abecip (Associação Brasileira das Empresas de Crédito Imobiliário e Poupança), o número recorde foi motivado pela recuperação da renda do brasileiro.