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Mark Mobius, megainvestidor considerado o “pai” dos mercados emergentes, morreu nesta quarta-feira (15) em Singapura. Tinha 89 anos.
A morte foi confirmada pela porta-voz Kylie Wong em publicação no LinkedIn e pelo sócio da Mobius Investments John Ninia.
Nascido em Hempstead, Nova York, filho de pai alemão e mãe porto-riquenha, Mobius obteve doutorado em economia pelo MIT em 1964.
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Em 1987, Sir John Templeton o convidou para gerir um dos primeiros fundos dedicados exclusivamente a mercados emergentes do mundo. À época, apenas seis mercados estavam disponíveis para investimento estrangeiro. O conceito de “mercados emergentes” era um termo recém-cunhado pela International Finance Corporation.
Sob sua liderança, os ativos do Templeton Emerging Markets Group cresceram de US$ 100 milhões para mais de US$ 50 bilhões. O grupo abriu escritórios em 18 países e lançou fundos voltados para Ásia, América Latina, África e Europa Oriental.
Em 2018, Mobius deixou a Franklin Templeton e fundou a Mobius Capital Partners com os ex-colegas Carlos von Hardenberg e Greg Konieczny. Em 2023, aos 87 anos, anunciou o afastamento definitivo da gestora, deixando a condução nas mãos de Hardenberg.
Mobius nunca se casou. “Exceto com o trabalho”, dizia. Ao longo da carreira, escreveu 13 livros e foi tema de um mangá japonês.
Em janeiro deste ano, em entrevista à Bloomberg, alertou que o ouro havia subido longe demais. “Eu não compraria a esse nível, com certeza”, disse, acrescentando que só consideraria o metal se os preços recuassem 20%. Apontou o risco de um dólar mais forte como fator de pressão sobre os metais preciosos.
Na mesma entrevista, destacou China, Índia, Coreia do Sul e Taiwan como os mercados de ações mais atrativos da região.
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O InfoMoney teve contato com Mobius no evento Onde Investir 2021, quando ele defendeu uma virada em sua filosofia de investimento. “Ser investidor de valor não se sustenta mais; a ênfase agora será em crescimento”, afirmou.
Para ele, valor e crescimento haviam se tornado inseparáveis, e as maiores oportunidades estavam em empresas capazes de usar tecnologia para melhorar seus resultados. Na ocasião, citou B2W, Lojas Americanas e Fleury entre suas apostas no Brasil.