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O momento é dos investimentos de renda fixa conservadora, que desde a segunda metade do ano passado vêm surfando na onda de juros básicos em alta. Neste ano, a Selic deve chegar a 15% ou até mais, tornando essas aplicações conservadoras atraentes até mesmo para quem tem tolerância maior ao risco.
A pergunta que fica é: entre os títulos bancários, como CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) e as LCIs (Letras de Crédito Imobiliário)/ LCAs (Letras de Crédito Agrícola), qual aplicação rende mais?
Veja abaixo simulação feita pelo Infomoney de quanto R$ 10.000 aplicados em cada um desses títulos entrega após um ano.
Oportunidade com segurança!
A conta considerou um CDB que entrega 100% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) e LCAs e LCIs que pagam 85% do CDI – lembrando que as letras de crédito são isentas de Imposto de Renda, e por isso costumam oferecer um retorno menor.
| TÍTULO | LCA/LCI | CDB |
| Rendimento bruto | R$ 11.117,75 | R$ 11.315 |
| Imposto de Renda | R$ 0 | R$ 230,13 |
| Rendimento líquido | R$ 11.117,75 | R$ 11.084,88 |
| Retorno líquido | R$ 1.117,75 | R$ 1.084,88 |
Essa isenção é tão vantajosa que torna o retorno das LCAs e LCIs maior, apesar do rendimento de 85% do CDI considerado nas simulações.
No caso do investimento de R$ 10.000, o CDB com vencimento em um ano entregaria um retorno líquido de R$ 1.084,88, enquanto que uma LCA ou LCI teria um retorno líquido superior, de R$ 1.117,75.
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O que mais devo levar em conta para escolher?
É importante fazer a ressalva de que o rendimento não é o único fator que deve ser levado em conta quando se faz uma comparação entre CDB e LCA/LCI.
Isso porque as letras de crédito têm bem menos liquidez do que os CDBs, já que possuem um período mínimo de carência de resgate de 9 meses. Esse é um ponto importante que deve ser levado em consideração pelo investidor na hora de escolher uma aplicação.
Tanto o CDB quanto as letras de crédito oferecem proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) até o limite de R$ 250 mil investidos, mas é necessário avaliar com cuidado o risco de crédito da instituição emissora.