Adaptação em tempos de crise

Kapitalo reduz risco das carteiras em cenário de incertezas globais

Gestora espera que o PIB brasileiro caia mais de 5% em 2020, com uma inflação de 1,4% no país

SÃO PAULO – Atenta ao desenrolar da crise provocada pelo surto do coronavírus, a Kapitalo diz ter reduzido o risco de forma generalizada em função do forte aumento de incertezas relacionadas ao crescimento global.

Em sua carta aos cotistas referente ao mês de março, a gestora conta ter diminuído “significativamente” as posições compradas (com aposta na alta) em ações brasileiras e globais.

Em Brasil, a Kapitalo está comprada nos setores de utilities, transporte e logística, mineração e siderurgia, papel e celulose e saúde. Já a ponta vendida é ocupada pelos setores de bancos, consumo, construção, educação e bens de capital.

No atual contexto, a gestora diminuiu as posições compradas nos setores de utilities, óleo e gás e transporte e logística, assim como as posições vendidas em consumo, educação e construção. Em bolsas globais, houve diminuição na exposição comprada em uma carteira de ações e em índices.

Na renda fixa brasileira, a Kapitalo manteve a posição aplicada na parte curta da curva brasileira em juros reais e por meio de uma estrutura de opções em juros nominais. No câmbio, a gestora está vendida em real e em dólar, e comprada em iene, dólar australiano, franco suíço e euro. Por fim, em commodities, a Kapitalo informou ter seguido comprada em ouro e proteínas.

Perspectivas para a economia

Embora ressalte uma grande incerteza, a Kapitalo estima que o PIB brasileiro caia mais de 5% em 2020, com uma inflação de 1,4%. “O governo está adotando diversas medidas fiscais e o Banco Central deverá promover novos cortes da taxa Selic com o intuito de evitar que este intenso choque negativo na atividade crie condições para o estabelecimento de um equilíbrio perverso de longo prazo.”

O grau de endividamento do país, contudo, deve impor cautela na implementação de medidas fiscais anticíclicas, diz a Kapitalo, que também espera que a política monetária seja afrouxada gradativamente.

Em março, o fundo Kappa FIN teve desvalorização de 5,93% e o Zeta FIQ, de 10,82%, ante um CDI de 0,34%. No ano, os fundos perdem 8,49% e 15,27%, respectivamente, ante uma variação do CDI de 1,01%.

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