Pirâmide

Justiça confisca 26 carros de luxo da BBOM e bloqueia quase R$ 500 milhões de contas

Entre os carros confiscados, encontram-se 17 Mercedes-Benz, quatro Lamborghinis, três Ferraris, um Rolls Royce Ghost e uma Maserati

Esquema Ponzi

SÃO PAULO – A Justiça Federal de São Paulo mandou confiscar 49 veículos, sendo 26 de luxo, da empresa controladora da BBOM, a Embrasystem. Entre os carros confiscados, encontram-se 17 Mercedes-Benz, quatro Lamborghinis, três Ferraris, um Rolls Royce Ghost e uma Maserati.

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De acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo, o juiz ordenou o confisco porque a Polícia Federal está encontrando dificuldades em localizar a frota que integraria o patrimônio da companhia. Assim, os carros poderão ser usados como garantia para eventual ressarcimento de danos a investidores.

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Além dos carros, o juiz Marcelo Costenaro Cavali, da 6ª Vara Criminal Federal, ordenou também o bloqueio de R$ 479 milhões em contas bancárias de dirigentes e investidores.

Possível esquema de Pirâmide Financeira
A Embrasystem opera publicamente com venda de rastreadores de veículos. Mas, de acordo com a PF, o equipamento seria usado para arrecadar recursos e atrair novos clientes, o que define um esquema de Pirâmide Financeira.

A investigação das autoridades pode resultar em uma acusação formal contra os sócios da Embrasystem por lavagem de dinheiro e violação aos artigos 5.º (desvio de valores) e 16 (operar instituição financeira sem autorização do Banco Central) da Lei 7492/86 (Lei dos crimes contra o sistema financeiro), ainda segundo a reportagem.

Defesa da companhia
Em comunicado oficial, publicado à imprensa, a BBOM afirmou que o Departamento Jurídico da companhia está tomando todas as providências com relação ao bloqueio solicitado pela Justiça. “Todas as solicitações feitas pela Justiça estão sendo cumpridas pela empresa, conforme determinação judicial ocorrida na data solicitada”, afirmou.

Segundo eles, os valores bloqueados divulgados pela imprensa não correspondem com os números publicados, que são apenas de interesse oficial da Justiça.

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Quanto ao bloqueio de valores feito pela Justiça Federal de Goiânia, a empresa afirmou também estar recorrendo da decisão. “Todas as solicitações foram enviadas à Justiça Federal daquele estado, aguardando uma decisão oficial sobre o mesmo”, disse o comunicado.

“A empresa confia na Justiça Brasileira e aguarda uma decisão jurídica sobre a ação proposta pelo Ministério Público de Goiás e reitera, que está cumprindo e colaborando com todas as informações que foram solicitadas pela Justiça”, finalizou.