Juros do Tesouro Direto têm nova queda firme com apetite por ativos brasileiros

A curva de juros brasileira também tem ajuda dos Treasuries, que operam com rendimentos em baixa por todos os vértices, reagindo a uma descompressão dos títulos japoneses

Paulo Barros

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As taxas dos títulos do Tesouro Direto operam em queda nesta segunda-feira (26), dando continuidade ao movimento positivo para os ativos brasileiros, em um ambiente marcado por valorização da bolsa, recuo do dólar frente ao real e maior apetite por risco no início de uma semana decisiva para a política monetária no Brasil e nos Estados Unidos.

Nos títulos prefixados, o recuo foi mais evidente. O Tesouro Prefixado 2028 passou a pagar 12,93% ao ano, ante 12,97% na sexta-feira. Já o Tesouro Prefixado 2032 cedeu de 13,62% para 13,54%, enquanto o Prefixado com Juros Semestrais 2035 recuou de 13,71% para 13,63%.

Entre os papéis atrelados à inflação, as taxas também registraram queda ao longo da curva. O Tesouro IPCA+ 2029 passou de 7,85% para 7,81% de juro real, enquanto o Tesouro IPCA+ 2040 caiu de 7,30% para 7,25%. No longo prazo, o Tesouro IPCA+ 2050 recuou de 6,94% para 6,88%, e o IPCA+ com Juros Semestrais 2045 passou de 7,28% para 7,21% anuais no componente prefixado.

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A queda das taxas desta segunda amplia o movimento observado no fim da semana passada, quando os títulos públicos já haviam se beneficiado do fluxo de recursos estrangeiros para o Brasil e da melhora do humor global.

“O fluxo para ativos brasileiros segue sólido, com estimativas de quase R$ 20 bilhões destinados à bolsa em janeiro, mês ainda não encerrado, valor próximo de todo o volume registrado ao longo de 2025”, observa Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

A curva de juros brasileira também tem ajuda dos Treasuries, que operam com rendimentos em baixa por todos os vértices, reagindo a uma descompressão dos títulos japoneses.

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Investidores monitoram a semana de decisões de política monetária, com anúncios previstos tanto do Banco Central quanto do Federal Reserve na quarta-feira. No Brasil, a expectativa majoritária é de manutenção da Selic em 15%, com atenção redobrada à comunicação da autoridade monetária sobre os próximos passos da política de juros.

Veja as taxas do Tesouro Direto às 9h30 desta segunda-feira (26):

TítuloRendimento AnualVencimento
Tesouro Selic 2028SELIC + 0,0455%01/03/2028
Tesouro Selic 2031SELIC + 0,0982%01/03/2031
Tesouro Prefixado 202812,93%01/01/2028
Tesouro Prefixado 203213,54%01/01/2032
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 203513,63%01/01/2035
Tesouro IPCA+ 2029IPCA + 7,81%15/05/2029
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035IPCA + 7,59%15/05/2035
Tesouro IPCA+ 2040IPCA + 7,25%15/08/2040
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045IPCA + 7,21%15/05/2045
Tesouro IPCA+ 2050IPCA + 6,88%15/08/2050
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060IPCA + 7,13%15/08/2060

Paulo Barros

Jornalista, editor de Hard News no InfoMoney. Escreve principalmente sobre economia e investimentos, além de internacional (correspondente baseado em Lisboa)