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A gestora J.P. Morgan Asset lançou hoje na B3 recibos de cotas (BDRs) de um ETF (fundo com cotas negociadas em bolsa) de gestão ativa voltada para o mercado global. O BDR é o primeiro a replicar as cotas de um ETF ativo global negociado no Brasil. Atualmente, a Comissão de Valores Mobiliários não permite a criação de ETFs locais com gestão ativa, mas apenas fundos de gestão passiva, que acompanham índices, como o Ibovespa ou o Índice de Dividendos ou de Small Caps. Listado na B3 com o código JRPI39, o BDR vai representar cotas do ETF ativo JPMorgan US Equity Premium Income Active. Segundo Giuliano de Marchi, presidente da J.P. Morgan Asset na América Latina, o fundo é o primeiro de uma série de soluções de ETFs ativos que a gestora planeja oferecer nos próximos anos.
O fundo tem ampla exposição a ações dos Estados Unidos, principalmente a empresas do S&P500, e é gerido pela equipe da J.P. Morgan Asset. Além de investir em ações com maior potencial de ganho, o fundo usa uma estratégia para gerar renda vendendo opções de compra sobre o índice S&P500 e o prêmio obtido com essa venda se soma aos dividendos das ações da carteira.
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São opções cobertas, ou seja, o fundo possui as ações objeto da operação, o que reduz o risco em caso de o mercado subir e a opção ser exercida. Já se a alta do mercado for menor que a prevista na opção, ela não é exercida e o fundo fica com o prêmio. E, no caso de queda do mercado, o impacto da perda no valor das ações é compensado em parte pelo prêmio recebido pelas opções e pelos dividendos.
O fundo tem taxa de administração de 0,35% ao ano e um retorno esperado de 7% a 9% ao ano, com 200 a 300 ativos em carteira. Segundo a J.P. Morgan Asset, o fundo é hoje o maior ETF ativo do mundo, com mais de US$ 30 bilhões em ativos sob gestão. No ano passado, o ETF teve um retorno de 8,07% em dólar e um retorno nas cotas de 8,11%, ante 17,88% do S&P500. As cotas são negociadas na B3 hoje a R$ 51,40. A carteira não fará hedge cambial, como a maioria dos BDRS negociados em bolsa, e portanto vai sofrer o impacto da oscilação da moeda americana frente ao real, que tem sido negativa para os BDRs.