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SÃO PAULO – O Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) registrou variação de 0,40% em março, ligeiramente abaixo da variação de fevereiro, que foi de 0,44% e da de janeiro que foi de 0,62%. Já o IPCA-E do trimestre, que representa o IPCA-15 acumulado nos três primeiros meses do ano, registrou variação positiva de 1,47%.
Combustíveis e vestuário são as maiores quedas
O IPCA-15 apontou que os combustíveis e artigos de vestuário foram os itens que sofreram maior redução de preço. Os combustíveis sofreram deflação de 1,26%, enquanto o vestuário, 0,54%. Já as mensalidades escolares, que subiram 5,55% em fevereiro, avançaram somente 0,73% em março. Outro item que caiu e tem um peso importante no índice foi o de alimentos, cuja variação passou de 0,41% em fevereiro para 0,31% em março.
Em contrapartida, as maiores pressões de alta do índice ficaram com os preços no item Saúde e Cuidados Pessoais, pressionado pela elevação dos medicamentos (3,19%) e de artigos de higiene pessoal, que subiram 1,50%. Também subiram as tarifas de ônibus cuja variação aumentou de 0,80% para 1,25%.
Apesar de sinalizar uma desaceleração da inflação é importante lembrar que o índice divulgado nesta manhã ainda não inclui o último aumento da gasolina.
Entenda o índice
O IPCA-15 se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários-mínimos e seus dados são coletados nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.
O índice é calculado segundo a mesma metodologia do IPCA, que tem coleta de preços realizada ao longo do mês civil. A diferença entre os dois índices está no período de coleta dos preços, uma vez que o IPCA-15 levanta os dados para cálculo no período de 15 de fevereiro a 14 de março e comparados com os vigentes no período de 16 de janeiro a 14 de fevereiro.