Invisto no Tesouro Direto, CDB e ações para me aposentar aos 55; está certo?

Thiago Malaquias, CFP, planejador financeiro certificado pelo IBCPF, responde a pergunta de leitor do InfoMoney

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Pergunta:

Estou montando um plano de aposentadoria, porém não gostaria de utilizar os planos de previdência privada. Pretendo reservar 10% de todos os meus rendimentos, o que dá em torno de R$ 200,00 a R$ 250,00 mensais.

Tenho 24 anos de idade, e minha previsão de retirada de rendimentos ou do capital investido, seria aos 55 anos. Atualmente, tenho R$ 2 mil já aplicados e estou investindo da seguinte forma:

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TITULO PÚBLICOS LTN – 35,80%

CDBs – 39,33%

AÇÕES (AMBV3 E BBDC4)- 24,86%

Este método é recomendável, ou qual seria um plano correto pensando em acumulo de capital para aposentadoria? Ou seria melhor investir em plano de previdência privada?

Leitor: Lucas

Resposta de Thiago Malaquias, CFP, planejador financeiro certificado pelo IBCPF:

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Boa tarde, Lucas,

Parabéns pela sua atitude, poucas pessoas aos 24 anos de idade conseguem ter essa disciplina de investimentos.

Eu te recomendo fazer 50% dos seus investimentos através de previdência privada e 50% da forma como você já vem fazendo.

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Em sua carteira hoje, é interessante manter uma posição em ações, pois nosso mercado está em baixa e, em um horizonte de longo prazo, vejo boas chances de ganho. Sua posição em CDB também está de acordo com o cenário, pois nossos juros estão em alta e isso te trará maiores rendimentos a cada aumento da Selic. Eu te indico parar de aplicar em LTN a passar a aplicar em NTN-B, pois no longo prazo a NTN-B protegerá seu dinheiro da inflação e ainda te pagará uma boa taxa prefixada.

Em relação aos planos de previdência privada, por muito tempo foram vendidos de forma errada pelos bancos e seguradoras, isso fez com que muitos clientes adquirissem medo do produto e disseminassem esse medo para outras pessoas.

Você que tem um prazo de investimentos de pelo menos 30 anos, a previdência é uma ótima escolha. Eu costumo dividir a previdência em 3 partes:

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1º parte é a da previdência em si. Você terá que escolher um VGBL ou PGBL, dependendo do seu momento de vida você terá que escolher um ou outro, ou até os dois em conjunto.

2º parte é o fundo de investimentos que você escolherá para sua previdência, hoje temos fundos atrelados a LTN, NTN-B, Créditos Privados, Ações e até fundos que investem um percentual em cada uma dessas classes.

3º parte é o Imposto de Renda, você deverá escolher entre a tabela progressiva ou tabela regressiva. Na tabela progressiva, quanto menor a sua renda tributável na hora do resgate, menor será o seu imposto devido. Já na tabela regressiva, quanto maior o tempo de permanência no plano de previdência, menor será seu imposto devido.

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Outro grande ponto que você deverá tomar cuidado na hora de investir em um VGBL/PGBL será com as taxas de administração e carregamento, pesquise bem que você consegue encontrar produtos interessantes.

Thiago Malaquias é planejador financeiro pessoal e possui a certificação CFP® (Certified Financial Planner), concedida pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF). 

As respostas refletem as opiniões do autor. O IBCPF e o Infomoney não se responsabilizam pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso destas informações. Perguntas devem ser encaminhadas para onde_investir@infomoney.com.br

Prezado Hildebrand, 

Pouco a pouco é possível ver mudanças significativas no perfil de investimento dos brasileiros. Percebemos, por exemplo, o crescimento do numero de jovens que estão disponibilizando parte de sua renda para se planejar financeiramente para a sua aposentadoria. É um movimento que tende a crescer cada vez mais ao longo dos próximos anos, especialmente com a educação financeira em curso em nossa sociedade. 

 Sua iniciativa é digna de receber elogios e servir de exemplo a outros tantos… 

 Como seu planejamento para esse investimento tem um horizonte de 15 anos algumas observações importantes devem ser feitas. Em uma simulação com um investimento inicial de R$ 10.000 e aplicações regulares de R$ 500, com uma rentabilidade anual de 10%, atingiremos após 15 anos um capital de R$ 242.583, sem considerar a inflação no período. Com esse capital investido é possível viver com uma renda de aproximadamente R$ 2 mil/mês, complementando a sua aposentadoria. No entanto, a pergunta magica é como atingir essa rentabilidade para um baixo risco no investimento. 

 Com as informações presentes não é possível identificar qual o seu perfil de investidor, onde seria possível identificar o quanto de risco você esta propenso a aceitar em sua carteira de investimentos (para saber o seu perfil de investidor é aconselhável buscar sua instituição financeira e responder ao questionário “Suitability”). No entanto, podemos considerar que você segue o padrão brasileiro de conservadorismo em seus investimentos, bastante carregado de “renda fixa” , mas propenso a conhecer novos produtos para pequenos investimentos. 

 Sugiro, para você superar a rentabilidade apresentada na simulação, que divida seu patrimônio em 2 partes. 

 A primeira parte é separar R$ 5 mil inicial e 80% de suas aplicações regulares para um fundo de renda fixa com credito privado que supere consistentemente 100% do CDI. Muitos fundos conseguem superar esse benchmark, e possuem aplicações inicias bastante acessíveis. Prefira esse investimento as NTN-Bs e a sua aplicação em imóveis. 

 Para os outros R$ 5 mil iniciais, e 20 % de suas aplicações mensais (R$100,00), podemos ser um pouco mais arrojados, buscando atingir uma rentabilidade superior do que a renda fixa. Como sua disponibilidade atual é pequena para ser investida diretamente em ações (coma na sua atual carteira de ações de Vale e Itau), uma excelente alternativa são os fundos de ações. 

 Os fundos de ações são, para a grande maioria dos investidores, a melhor alternativa para seus investimentos em renda variável. Apresentam vantagens como liquidez, diversificação e uma gestão profissionalizadas dos seus investimentos. Com ele você estará bem atendido para atingir sua meta de longo prazo na aposentadoria. Procure gestoras com comprovada competência em sua equipe de analise, e fundos de ações que sejam considerados “Ibovespa ativo”, com a intenção de superar o bechmark. Prefira esses as ações propriamente ditas. 

 E lembre-se: o resultado do seu sucesso financeiro também depende de você! 

 *Fabiano Pessanha, CFP, planejador financeiro certificado pelo IBCPF