Investiu no Banco Cruzeiro do Sul? Saiba quais são os seus direitos

A liquidação de um banco pelo BC afeta diretamente os clientes que possuíam aplicações financeiras na instituição e pode trazer muita dor de cabeça para estas pessoas

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SÃO PAULO – Os rumores do interesse do Santander não se confirmaram e o Banco Central decretou, nesta sexta-feira (14) , a liquidação extrajudicial do Banco Cruzeiro do Sul e do Banco Prosper.

A liquidação de um banco pelo BC afeta diretamente os clientes que possuíam aplicações financeiras na instituição e pode trazer muita dor de cabeça para estas pessoas. Ao mesmo tempo, o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) garante alguns tipos de aplicações, como a caderneta de poupança, CDB (Certificado de Depósito Bancário) e LCI (Letras de Créditos Imobiliários), até o limite de R$ 70 mil.

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Oportunidade com segurança!

Isso quer dizer que, se você tinha alguns desses investimentos no Cruzeiro do Sul ou no Prosper, tem a garantia do recebimento de até este valor pelo fundo. “A pessoa que tinha até R$ 70 mil iinvestido pode ficar sossegada”, afirma o especialista em finanças da MoneyFit, André Massaro.

Já quem tinha mais do isso aplicado ou possuía outro tipo de investimento nessas instituições está em uma situação mais complicada. Neste caso, o investidor entra na fila de credores e pode recuperar parte do dinheiro à medida que o Banco Central liquida os créditos da instituição. “Por isso é importante diversificar as aplicações que são garantidas pelo FGC em diversos bancos. Se você tem mais de R$ 70 mil, deve colocar um pouco em cada instituição para evitar este tipo de problema”, ressalta Massaro.

Segundo o Banco Central, do total de depósitos à vista e a prazo do Banco Cruzeiro do Sul e do Banco Prosper, cerca de 35% e de 60%, respectivamente, contam com garantia do FGC.

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E quem tem ações?
Já no caso dos acionistas do banco, a situação é ainda pior.  Com a liquidação, o banco comunicou a suspensão dos negócios com as ações de emissão da empresa. De acordo com o presidente da Comissão de Direito Bancário do IASP (Instituto dos Advogados de São Paulo), Bruno Balduccini, quem tem ações de bancos que são liquidados pelo Banco Central tendem a ser os últimos a receber o dinheiro investido e, em alguns casos, correm o risco até de não receber nada de volta.

“Como a negociação das ações está suspensa, não há mais como comprar ou vender. Os acionsitas são os que vão receber o dinheiro por último, e às vezes poderão nem ter nada a receber”, explica.

Por esse motivo, o especialista da MoneyFit sempre aconselha a diversificação do portfólio. “Este é o risco de qualquer ação. Toda empresa corre o risco de falir, então não se deve colocar todo dinheiro em ações de uma única companhia”, conclui.

Diego Lazzaris Borges

Coordenador de conteúdo educacional do InfoMoney, ganhou 3 vezes o prêmio de jornalismo da Abecip