Alta modesta

Investimentos dos brasileiros crescem para R$ 2,98 tri no 1º trimestre; poupança lidera no varejo

Do total, R$ 1,86 trilhão partiu do segmento de varejo e R$ 1,1 trilhão, do private banking

SÃO PAULO – Os investimentos dos brasileiros cresceram módicos 2,4% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2018, e atingiram R$ 2,98 trilhões. Os dados, da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), mostram que, do total, R$ 1,86 trilhão partiu do segmento de varejo – um aumento de 1,4% na base anual –, com 74 milhões de contas.

Nesse segmento, o chamado “varejo alta renda” (que tem uma exigência de renda mensal e patrimônio investido mínimos, com valores que variam conforme o banco) puxou a leve alta, com saldo investido de R$ 909,5 bilhões, um crescimento de 4,2% entre janeiro e março. No varejo tradicional, as aplicações financeiras caíram 1,1%, para R$ 947,7 bilhões.

Já no private banking (segmento destinado a investidores de maior patrimônio, com, no mínimo, R$ 3 milhões em ativos financeiros), responsável por 122 mil contas ativas, o volume de recursos teve alta de 4,2%, totalizando R$ 1,1 trilhão.

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Onde estão os investimentos?

Segundo o levantamento da Anbima, os fundos de investimento (que englobam os fundos “tradicionais”, estruturados e ETFs) lideram as escolhas dos brasileiros, com 39,6% dos recursos aplicados – com maior expressão na carteira do private banking, com fatia de 50,3%, ou R$ 565,8 bilhões. Há quatro anos, a fatia dos fundos entre todos os investidores era de 25%.

No varejo, contudo, a poupança ainda é responsável pela maior parte da alocação dos investidores, com representação de 39,1%, equivalente a R$ 725,4 bilhões – no private banking, a caderneta responde por apenas 0,2% das aplicações. Os fundos aparecem na sequência, com parcela de 33,2%, e títulos e valores mobiliários de renda fixa e variável, por 27,74% dos investimentos.

Na renda variável, os aportes do investidor de varejo aumentaram no primeiro trimestre, com crescimento de 27,4% em fundos de ações e de 15,6% no investimento direto em ações. No private banking, os incrementos foram de 9,2% e de 6,5%, respectivamente. As debêntures também ganharam espaço no período, com os investimentos avançando 16% no varejo e 9,1% no private.

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