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SÃO PAULO – Com dinheiro no bolso e à procura de um investimento, você se depara com diversas modalidades disponíveis no mercado. Elas vão de renda fixa até as ações, variando em tempo de aplicação, em rentabilidade e etc.
Assim que começa a se inteirar mais do assunto, percebe que a principal orientação para quem está no dilema de encontrar um investimento é adequá-lo ao perfil de risco: conservador, moderado ou agressivo.
Então, para começar, o perfil conservador. “É aquela pessoa que prima pela maior liquidez e que é profundamente avessa ao risco”, explicou o professor de Finanças da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), Ricardo Cruz. “Normalmente, ela aplica mais na renda fixa“, completou.
Já o diretor da Daycoval Asset, Roberto Kropp, afirmou que o perfil mais conservador é aquele que “não quer levar susto nenhum nem ter dores de cabeça”. Entre os investimentos que lideram a preferência desse tipo de pessoa, estão os títulos públicos.
Moderado e agressivo
O perfil moderado, por sua vez, é aquele que não quer perder o montante aplicado, mas que está disposto a correr algum risco. “Ele separa uma quantia de sua renda para aproveitar momentos de mercado”, explicou Cruz. Como, por exemplo, aplicar em ações quando a Bolsa de Valores mostra perspectivas positivas.
Kropp completou dizendo que um tipo de investimento que se adequa a esse perfil é o fundo multimercado, já que aproveita o mercado que está dando melhor rentabilidade.
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Em relação ao perfil agressivo, a principal definição é de que ele está disposto a arriscar. “Ele aposta”, definiu o diretor da Daycoval Asset. Por isso, escolhe investimentos que implicam em risco, como as ações, por exemplo.
De acordo com o professor da ESPM, normalmente, o perfil agressivo é o de uma pessoa que tem recursos sobrando e, por isso, pode se dar ao luxo de correr mais risco, pois não prejudicaria de maneira excessiva o patrimônio.
Antes de investir
Para o professor de Finanças e Economia da FGV e Fucape, Paulo César Coimbra, a primeira dica para quem planeja investir é analisar qual o perfil de risco. Mas, antes de ouvir as orientações de especialistas no assunto, é preciso analisar qual o conceito deles sobre agressividade e conservadorismo diante dos investimentos.
Uma pessoa muito conservadora, por exemplo, pode conceituar como de muito risco o investimento em fundos multimercado. Enquanto isso, uma pessoa muito agressiva por considerar o mesmo investimento de baixo risco.
Depois de analisado o perfil de investimento, o importante é saber qual o seu objetivo. “Será que o investidor, o que ele busca é se proteger ou multiplicar o valor?”, questionou Coimbra. Outro ponto a considerar é em quanto tempo precisará do dinheiro investido.