Investimento em fundos requer análise e tranquilidade neste momento

Depois dos atentados terroristas é preciso cautela na hora de investir, pois mercados seguem muito voláteis

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SÃO PAULO – Desde terça-feira, após o fatídico atentado nos EUA, todos se questionam: Quais serão as conseqüências para a economia mundial? Quais serão os reflexos de tal acontecimento e o impacto nos meus investimentos? Embora seja muito cedo para fazer qualquer análise, alguns investidores já começam a estimar as prováveis perdas para os diversos tipos de investimento. Infelizmente existe ainda uma outra variável que os mercados ainda não tem idéia das conseqüências: a retaliação norte-americana.

As bolsas norte-americanas abriram com uma queda inferior à esperada pelo mercado na semana passada, o que pode ser visto como positivo. Entretanto, muita coisa ainda pode acontecer, já que as investigações continuam para tentar identificar os responsáveis. Uma guerra não esta descartada e as conseqüências são incalculáveis. Quem tem dinheiro aplicado nos mais variados fundos de investimento também se questiona: O que devo fazer? Abaixo analisaremos os principais tipos de fundos e as possíveis conseqüências desta situação instável sobre a sua rentabilidade:

Fundos referenciados DI

Este tipo de aplicação é, sem dúvida, o porto seguro de quem não quer correr nenhum tipo de risco e quer dormir tranqüilo. Independente de qualquer evento externo, guerra, atentado ou desvalorização, o seu dinheiro estará seguro, já que o rendimento acompanha a performance do mercado de juros, que é positiva em períodos de instabilidade como forma de controle dos efeitos inflacionários.

Fundos Cambiais

São fundos que têm pelo menos 95% da carteira alocado em ativos cujo desempenho acompanha a variação do dólar. São aplicações de risco, dada a forte oscilação que o mercado de câmbio vem sofrendo ultimamente. Muitas empresas que têm dívidas em dólar compram a moeda, ou contratos futuros, de forma de se proteger da variação da moeda americana. Além disso, com as incertezas geradas em função da retaliação norte-americana, boa parte dos investidores correm para a moeda forte, que no caso é o dólar. Portanto, não recomendamos a aplicação, embora as chances de uma queda no curto prazo sejam pequenas.

Fundos de ações

  • Indexados ao Ibovespa: São entre os fundos de ações o com menor risco, já que aplicam em diversos papéis na Bovespa. O momento é de incertezas e de risco elevado. Nem os mais pessimistas acreditavam que o Ibovespa quebrasse a barreira dos 10 mil pontos. Chegamos à duvida: os investidores estão apenas se deixando levar pelo movimento de pânico e o mercado está cheio de oportunidades a preço atrativos ou os ativos estão apenas adequando seus preços à chamada nova ordem econômica mundial? As opiniões são as mais diversas, mas a maioria dos analistas acredita que no longo prazo, acima de dois anos, o Ibovespa deve apresentar uma boa recuperação e ser uma das melhores aplicações.

    Fundos Multimercados

  • Com Renda Variável: Os multimercados permitem ganhos com a alta dos juros, valorização do dólar, até com a queda nas bolsas, isso tudo dependendo da administração do gestor, que deve saber aproveitar as boas oportunidades que surgem diariamente. Com a forte volatilidade do dólar, o investidor deve deixar o capital aplicado por um longo período e estar ciente que pode vir a perder o sono se quiser acompanhar de perto a sua aplicação.
  • Sem Renda Variável: Semelhantes ao com renda variável, mas com um risco inferior já que seus investimentos não estão tão expostos ao risco. O gestor tem a possibilidade também de aplicar em vários ativos o que reduz sua exposição. É uma boa aplicação no momento para quem quer destinar parte de seus recursos à aplicações de risco, mas quer dormir tranqüilo sabendo que se perder, isso não representará nenhuma forte queda no seu patrimônio.

    Fundos de Renda Fixa:

  • Tradicionais:
  • Englobam os fundos de renda fixa que buscam uma rentabilidade acima da CDI, e para isso parte deles pode trabalhar com um perfil mais agressivo de risco. A composição entre títulos pré e pós-fixados depende da visão que o gestor têm sobre a evolução nas taxas de juros, mas em geral, esses fundos investem em ativos pré-fixados.

    Na hora de decidir sobre qual a aplicação a fazer, tenha sempre em mente o foco do seu investimento, se longo prazo, se curto prazo e se você pode ou não correr riscos. Pare e analise a melhor opção de forma que você possa ficar tranqüilo. E bons investimentos.